Hissing Fauna, Are You The Destroyer? - Of Montreal

Não, eles não são de Montreal, no Canadá. Na verdade esse nome foi dado pelo vocalista e guitarrista Kevin Barnes após um namoro terminado com uma garota de Montreal. Na verdade a banda foi formada em Athens, Geórgia - mesma cidade do R.E.M.. Mas exceto por alguns mínimos elementos dentro da concepção pop, o Of Montreal raramente é associado à banda de Michael Stipe. É mais lembrado por ter emergido através da Elephant 6, uma gravadora que lançou grandes nomes como Neutral Milk Hotel e Apples in Stereo. É claro que essas duas bandas tiveram uma exposição mais prematura, tanto que o Of Montreal só foi despontar de verdade (recebendo destaque da mídia - seja ela qual for) depois da segunda metade da presente década, embora tenha lançado ótimos trabalhos antes, sendo o seu primeiro lá em 1997. E como poderia ser descrito o som da banda? Fugindo de rótulos que muitas vezes confundem o leitor, o som da banda é uma mescla "alegre" do pop dos anos 70, remetendo nossa memória em muitas canções ao ABBA e aquela vocação para a dança. Mas nem só de pista o Of Montreal vive. Exibe belíssimas harmonias não só instrumentais como vocais também. E você nem precisa levantar pra dançar. É tanto cuidado na construção harmônica, que não é de se impressionar que você esteja sentado e atônito tentando pensar no modo como eles produziram aquilo.

O álbum Hissing Fauna, Are You The Destroyer? foi lançado em 2007 e pode ser incluído no topo dos melhores trabalhos da banda, sem dúvida alguma. Ele mantém a característica da banda, mas há uma sensação inevitável de que alcançaram uma maturidade musical muito difícil de encontrar por aí. Construir harmonia não necessita apenas de estudo, mas em sua maior parte demanda talento. E Barnes demonstra talento e conhecimento ao exibir canções tão belas. 'Suffer for Fashion' abre o álbum e já consegue o que somente músicas que originam de criatividade conseguem: marcar o ouvinte. Não é igual o Créu, ou o Tchan que utilizam de artifícios covardes como ritmo + repetição. Não é disso que estou falando. Criar um arranjo complexo que seja estritamente fácil de guardar é um grande trunfo. A primeira faixa é um grande exemplo disso: guitarra deslizando solta pela extensão da música, variando com destreza entre a aparente estabilidade dos versos até que se embaralha em acordes mais pesados no refrão, que é propício para cantarolar sem hesitar. 'Heimdalsgate Like a Promethean Curse' é uma viagem em notas de teclado e levadas eletrônicas. Harmonia singela e de fácil aceitação. Mas a verdadeira jóia dentro deste álbum é 'Gronlandic Edit' que com ritmo um tanto sensual, serpenteia com um baixo profundo que se entrelaça ao compasso contínuo da bateria e a incrível flexibilidade vocal de Barnes, que faz parecer fácil tanta alucinação nas interposições vocais que a faixa exibe.

O álbum tem diversas a serem lançadas na mesa. Mas os ás principal com certeza é a integração de harmonia nos vocais e no instrumental que abarrota a atmosfera sonora do lugar onde esse trabalho esteja sendo executado. Um riqueza sonora fora do sério e que vale cada minuto de atenção.

Sugestão de Thiago e Markim

Set List

1- Suffer for Fashion
2- Sink the Seine
3- Cato as a Pun
4- Heimdalsgate Like a Promethean Curse
5- Gronlandic Edit
6- A Sentence of Sorts in Kongsvinger
7- The Past Is a Grotesque Animal
8- Bunny Ain't No Kind of Rider
9- Faberge Falls for Shuggie
10- Labyrinthian Pomp
11- She's a Rejecter
12- We Were Born the Mutants Again with Leafling


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4 Opinião(ões) de nosso(s) leitor(es):

Pelo visto minhas sugestões estão sendo acatadas com freqüência ^^.

esse é com certeza o melhor album do of montreal.
amo!

achei super bicha. Ameii!