Drive Like Jehu - Drive Like Jehu

O hardcore e sua fúria estava consagrado nas páginas da história do rock. Mas no começo dos anos 90 já não gozava de tanta popularidade como foi em meados da década anterior. Já não havia tanta euforia como antes e, como sempre acontece no rock, a metamorfose começava. O pós-hardcore começava a surgir desde o fim do anos 80 com o Fugazi e Quicksand, que chamavam a atenção para o vigor de seu som, porém criando novas possibilidades ao abrirem espaço para mais que três acordes básicos. O hardcore tomou uma forma mais elaborada, mais completa, porém sem perder seu apelo crítico, e ainda comportando vocais extremamente berrantes. As canções ganhavam mais minutos graças a momentos de experimentalismo, solos pesados, que davam verdadeiro valor artístico à guitarra (não que o hardcore não tenha sua arte). O Drive Like Jehu, nasceu em meio à essa transição, no ano de 1990, na cidade de San Diego, Califórnia. A banda seguia essa linha, elevando músicas banhadas em catarse vocal num ritual de cordas potentes e distorcidas. Sua bateria era baseada em compassos mais abrangentes, dando um real sentido à palavra percussão. E claro, o baixo seguia a liberdade das batidas, se tornando mais maleável, puxando destaque em vários momentos. O som se tornava algo a ser notado, a ser entendido e não só a ser dançado freneticamente. O álbum homônimo Drive Like Jehu, lançado em 1991 é a tradução de tudo que foi escrito acima. Em quarenta e cinco minutos, distribuídos por nove faixas, a banda se estende em incríveis momentos individuais dos instrumentos, cada um com seu brilho, com sua técnica apurada. Mas a integração da banda é um trunfo, como é notável nas melodias bem elaboradas, nas quedas bruscas de vigor (onde um grande entendimento entre os integrantes é claro). A voz esganiçada de Rick Froberg (também conhecido como Eric Froberg) era mais aguda que a de Ian MacKaye do Fugazi, e influenciou muitas bandas posteriores, seja no pós-hardcore como no emocore (diga-se de passagem que não me refiro à essa onda emo atual e sim às bandas dos anos 90). A guitarra de John "Speedo" Reis é veloz, porém exibe um controle perfeito, se utilizando de riffs explosivos, abrindo um pano de fundo para que Mike Kennedy e seu baixo possam servir acordes densos e aquecidos, enquanto Mark Trombino exibe sua genialidade na bateria, com coordenação alternada entre a agilidade do hardcore e a virtuosidade de um rock progressivo. A banda em si, é uma bela junção de experimentalismo eficaz fincado na sujeira do punk e sua simplicidade. É som de gente grande.

As faixas em vermelho são as recomendações do RockTown! Downloads.

Set List

1- Caress
2- Spikes to You

3- Step on Chameleon
4- O Pencil Sharp
5- Atom Jack
6- If It Kills You

7- Good Luck in Jail
8- Turn It Off
9- Future Home of Stucco Monstrosity

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6 Opinião(ões) de nosso(s) leitor(es):

Não curti esse troço do post-hardcore muito não.
Fiquei com trauma de ouvir At The Drive-in a primeira vez. Muito grito, muita distorção. Não estou preparado pra isso. ;x

Parabéns pelo blog!Muito bacana =D

Drive Like Jehu é emo bom, mas este não é o melhor deles.
ass. Valt

Drive Like Jehu, emo? tu so pode ser um retardado que curti funk,axé...isso aí punk,undergroud!!!Blog da hora to meus favoritos!!!

Hahahaha! E eu sou retardado? Você sabe o que é o EMO que mencionei? Então vá se informar mais, depois comente aqui de novo, ok?