Lipstick Killers - New York Dolls

Embora sejam um dos precurssores do punk, o som deles nos remete ao velho rock'n'roll abraçado ao blues dos elementos mais simples. O New York Dolls chocou muita gente com um visual andrógino, bem mais marcante que o de Marc Bolan. Eram homens travestidos de bonecas gigantes, com saltos plataforma, maquiagens carregadas e roupas extravagantes. Surgidos em 1971, eles prenunciavam o que rolaria nas ruas de Nova York, não só no visual que os punks adotariam, mas principalmente no âmbito musical. As guitarras explodiam sem parar, a bateria era acelerada e apressada, como se a música que estava tocando fosse a última. O baixo saliente saltitava em harmonia, irradiando energia junto à voz de David Johansen era forte e divertida ao mesmo tempo. E se você é acostumado com a idéia de que o punk é algo visceral e sem nenhum resquício de técnica, considere-se enganado. A banda, mesmo tocando o que chamamos de proto-punk (o que originou o punk), não economizava nos elementos do blues que citei acima, como dedilhadas caprichosas em notas agudíssimas de piano, gaitas frenéticas e levadas de guitarra de Johnny Thunders com certo estilo que evoca nomes consagrados do blues (e da transição blues-rock'n'roll) como o genial Boo Diddley que fazia misérias com sua guitarra (preciso colocar um disco dele aqui). Lipstick Killers é uma compilação curta porém direta, lançada bem cedo, em 1981. Aqui você encontra de fato o melhor que a banda novaiorquina criou. É um banho de rock'n'roll bem feito, bem tocado e bem cantado.

As faixas em vermelho são as recomendações do RockTown! Downloads.

Set List

1- Bad Girl
2- Looking for a Kiss

3- Don't Start Me Talking
4- Don't Mess With Cupid
5- Human Being
6- Personality Crisis

7- Pills
8- Jet Boy
9- Frankenstein

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At Action Park - Shellac

ESPECIAL STEVE ALBINI - Parte 3

O "fim" do especial não significa um final. Temos que considerar que o Shellac (ou Shellac of North America), banda formada por Steve Albini em 1992, dura até hoje. Com trabalhos mais coesos que os anteriores, Albini mostra uma maturidade que já o seguia por um tempo, e que se mostra mais forte nos quase 16 anos de atividade. O Shellac tem um atrativo incrível: a imutabilidade de sua estrutura sonora, a essência da banda permanece a mesma, mostrando um experimentalismo tão incrível como, por exemplo, era o free jazz de Ornette Coleman, cheio de truques inimagináveis, breaks, isolamentos bruscos, e mais do que nunca, o improviso. A banda ainda conta com o genial e incansável baterista Todd Trainer (ex-Rifle Sport, ex-Brick Layer Cake) e o insondável baixista Bob Weston (ex-Sorry, ex-Volcano Suns) que se mudou pra Chicago pra tocar na banda. At Action Park foi o primeiro disco lançado pelo Shellac, em 1994, e com certeza o mais importante, por ter divulgado, apresentado a proposta do trio. Um som pesado, com Albini tocando mais que nunca sua guitarra em riffs cabais, amparado por um baixo virtuoso, com notáveis exposições e claro, a bateria resoluta, uma verdadeira arte em percussão. Tudo isso envolvido em extrema consciência, num trabalho coeso e controlado de forma brilhante.

'My Black Ass' já mostra pelo nome que Albini não renuncia sua inclinação para a polêmica. Vem com melodia soberba, com vitalidade incomparável e acordes fortes de guitarra, parecidas com o hard rock. Um aperitivo delicioso do que vem pela frente. 'The Admiral' vem com ritmo cadenciado no compasso calculado da bateria que se mostra agressiva em cada pancada. A guitarra incansável em notas aquecidas gera um certo comodismo no ouvinte, ao se acostumar com a levada incessante, mas logo em seguida 'Crow' aparece com batidas brutais e um baixo irredutível em sua missão de carregar toda a faixa. Se mostra ainda mais urgente quando o espaço da calmaria vai se reduzindo enquanto a harmonia vai ficando veloz. Enquanto isso, Albini lança seus berros encolerizados:

He flies, as a crow flies, straight to her
Why?
To tell her something
He promises her he will not do
All the things he has already done to her

É a situação das relações humanas colocadas sob o vôo de um corvo. Parece simples, mas o fato de você imaginar toda a situação, no desenrolar da música, intriga qualquer um. O Shellac transporta as situação normais da vida para uma ótica obscura enquanto os arranjos carregados dão conta de submergir o cotidiano em funestas águas. 'Dog And Pony Show' é cheia de trechos onde pequenos toques minimalistas que unem para transformar essa faixa numa das mais chocantes do disco. A voz agonizante de Albini se alterna em destaque quando sua guitarra atira ultrajes para todos os lados. Não há como confessar: o instrumental é pretensioso, irrepreensível. E não há como deixar de recomendar: ouça bem alto.

Muita gente já colocou o novo disco do Shellac, lançado esse ano, o Excellent Italian Greyhound (também disponível em nosso blog), como um disco à altura do primeiro. Realmente ficou em mesmo nível, mas não há como negar que o debute da banda foi mais direcionado a um caminho. Você pode ver que os acordes mudam, as batidas se transformam, mas o disco, todas as faixas, soam como uma só. É a integração de sons mais perfeita do rock, porque mesmo ao meio de tanto minimalismo e instabilidade, a banda consegue unir os sons. Genialidade ao extremo.

Salve Steve Albini!

Set List

1- My Black Ass
2- Pull the Cup
3- The Admiral Shellac
4- Crow
5- Song of the Minerals
6- A Minute
7- The Idea of North
8- Dog and Pony Show
9- Boche's Dick
10- Il Porno Star

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Two Nuns and a Pack Mule - Rapeman

ESPECIAL STEVE ALBINI - Parte 2

A trilogia continua com a banda formada por Steve Albini em Chicago no ano de 1988, e que foi dissolvida em 1990. O Rapeman teve passagem meteórica pela história do rock, mas foi chocante como muitas bandas nunca foram em anos de carreira. O nome já é de arrepiar: "homem estupro". A escolha do nome foi influênciada por um HQ japonês que Albini e Washam liam. Nesse HQ o personagem passava o tempo todo estuprando mulheres. São muitos os casos de grupos feministas protestarem em seus shows, graças ao nome ofensivo da banda. A sonoridade é algo parecido com o Big Black, mas é um pouco mais límpido, mais focado em arranjos complexos e com forte baixo, suprindo a melodia com peso suficiente para não fugir do caos. Além de Albini, a banda contava com o baixista David William Sims e o baterista Rey Washam (acima citado), ambos ex-integrantes do Scratch Acid, Washam tocava também no Big Boy. E você verá muita semelhança entre o som da ex-banda deles com o do Rapeman. Aliás, o Rapeman foi uma grande realização pela semelhança musical dos três integrantes, pela sintonia e pelas mentes igualmente sujas dos músicos. Two Nuns and a Pack Mule foi o único disco lançado pela banda, em 1989. O conteúdo sempre putrefato das canções atravessa o álbum com muita polêmica, sim a polêmica que Albini transpira. O som é dotado de ruídos, distorções, microfonias e um atmosfera carregada, pesada.

'Steak and Black Onions' abre o disco com pânico em cada acorde tocado, com a asfixia sugerida em cada batida, elevando um certo desespero, ampliado ainda mais com os berros de Albini. Não é difícil se prender as notas agudas que preenchem o som de 'Coition Ignition Mission', as levadas bruscas da guitarra, notas imprevisíveis em meio à melodia, e aquele baixo potente, hasteando uma sórdida bandeira ao fundo, na representação de todos os pensamentos sujos e condenados do homem. 'Kim Gordon's Panties' é uma homenagem ao Sonic Youth, afinal, os acordes caprichosos de Albini se assemelham muito à distorção de Thurston Moore e claro, o nome da faixa cita o nome da guitarrista, vocalista e esposa de Moore, Kim Gordon. Tem um certo peso, mas segue aquela linha da banda de New York, apresentando um som mais racional. Digamos que é uma pausa na euforia. 'Hated Chinee' é uma canção que aborda a questão de etinia, no caso a chinesa, tema este muito associado ao fascismo e xenofobia. Albini sempre foi muitomal interpretado pela coragem em defender uma liberdade maior para que os músicos pudessem expor os monstros de seus abismos. Até hoje muita gente vira as costas para suas angústias reais e prefere cantar dodói na cabeça - vulgo chifre. Essa faixa tem uma introdução estrondosa, com um emaranhado de batidas alucinadas e trechos enérgicos de guitarra. 'Just Got Paid' tem uma pegada bem funk, com um ritmo ditado pela cordas de guitarra que fazem malabarismos geniais com ataques sucintos e objetivos.

O tempo não significa nada quando se analisa a importância desse trabalho. Foram dois anos de shows, polêmicas, confusões. No estilo Albini de ser. Aquela lista de 100 melhores discos alternativos é incompleta por várias ausências. Uma das mais sentidas é a do Rapeman.

Set List

1- Steak and Black Onions
2- Monobrow
3- Up Beat
4- Coition Ignition Mission
5- Kim Gordon's Panties
6- Hated Chinee
7- Radar Love Lizard
8- Marmoset
9- Just Got Paid
10- Trouser Minnow
11- Budd
12- Superpussy
13- Log Bass
14- Dutch Courage

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Songs About Fucking - Big Black

ESPECIAL ESTEVE ALBINI - Parte 1

Começou a sujeira. E tudo graças a um homem genial em sua visão imunda da vida. Este homem é Steve Albini, vocalista, guitarrista, engenheiro de som, produtor e tudo que tem direito. Ele foi responsável, pela produção de discos do Nirvana, PJ Harvey, Stooges entre outros. Sempre aplicando sua concepção de som pesado nos discos que produz, Albini pode ser compreendido muito bem nas diversas bandas que montou, como no Big Black, banda formada em 1982 em Evanston, Illinois. Com batidas mais parecidas com o aspecto do rock industrial (por questão de referência, cito o Nine Inch Nails, para que vocês tenham uma certa noção, mas cabe citar que Trent Reznor é seguidor do Big Black e seu estilo) e um ritmo que remete ao funk, as músicas soam essêncialmente underground, como se fossem mutantes de esgoto tocando um som. Minha descrição parece excêntrica. É genial. O nome do disco já apresenta o teor das letras, o tema de fundo, o esculacho e a cara-de-pau em abordar temas nunca lembrados, graças ao falso moralismo que naturalmente censura o rock. Poucos se aventuram como Albini e sua banda se aventuraram em Songs About Fucking. O disco lançado em 1987 e conta canções furiosas, com vocal abafado, isolado enquanto guitarras transcendem todo e qualquer paradigma formado pelo ouvinte em relação a acordes sujos. É pesado, é sombrio, mas é inteligível, esse é o trunfo.

A banda faz um cover de Kraftwerk em 'The Model' na mesma pegada, mas com a sonoridade rastejante, se desvencilhando de toda pureza possível. 'Bad Penny' é caótica, angustiante, berrada por Albini enquanto uma batida poderosa se interpõe entre a pegada bagunçada do baixo e o chiado da guitarra. A letra é sufocante, perseguidora, intimidadora:

Couldn't throw me to far
I think I fucked your girlfriend once.
Maybe twice, I don't remember
Then I fucked all your friend's girlfriends
Now they hate you


Uma sujeira lascíva. Deprecia o disco? De forma alguma. Albini é a voz do ódio que paira nas ruas, a voz que deseja explodir em alto e bom som. Ouvindo esse disco, não há como se vingar incoscientemente de um inimigo. Não há como odiar inconscientemente aquele idiota que te perturba. Sim, a perturbação é jogada na mesa, cuspida no prato mal comido, diabos! Big Black é humano. 'L Dopa' vem forte, veloz, com a distorção em seu mais alto nível, mas sem perda de técnica. Um break estratégico quebra o gelo e manda trechos de alta perícia na bateria. 'Kitty Empire' tem uma levada de compasso mais marcado, mas não falha em destilar caos em seus balanço enganoso, que silva como uma cobra em busca de uma vítima.

Fiquem atentos para a seqüência de discos que vem por aí. Pra quem não conhece o trabalho de Steve Albini, será uma bela oportunidade de conhecer. Sem pudores e falsos moralismos. Se entregue aos sentimentos mais imundos do seu íntimo e extravase-os ao som de Big Black, Rapeman e Shellac.

Set List

1- Power of Independent Trucking
2- The Model
3- Bad Penny
4- L Dopa
5- Precious Thing
6- Colombian Necktie
7- Kitty Empire
8- Ergot
9- Kasimir S. Pulaski Day
10- Fish Fry
11- Pavement Saw
12- Tiny, King of the Jews
13- Bombastic Intro
14- He's a Whore

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Blue Train - John Coltrane

Em todas as listas de 10 melhores discos do jazz, John Coltrane marca presença com seu Blue Train. O bebop já havia passado há alguns bons anos mas deixou o hard bop como rastro inconfundível num frenesi sonoro, com a instabilidade e as imprevisíveis notas do saxofone, expressas aqui por um dos grandes gênios desse instrumento. Você pode até estranhar tamanha rapidez e aparente falta de estrutura melódica, mas é tudo aparência. Esse jazzista nascido em 23 de setembro de 1926 na cidade de Hamlet na Carolina do Norte, tinha uma sensibilidade magistral para a construção de melodias, e mostra nesse disco, lançado em 1957, o que aprendeu com Miles Davis ao participar de seu quinteto. Demitido por Davis em 1956 graças a um vício em heroína, Coltrane um ano após esse incidente, escreve seu nome no hall dos grandes músicos de todos os tempos. A doçura e maciez de cada nota nos elevam à sublime sensação de bem-estar. Não é à toa que Coltrane tenha até uma igreja.

*Sugestão de Candido Rodrigo

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Set List

1- Blue Train
2- Moment's Notice
3- Locomotion
4- I'm Old Fashioned
5- Lazy Bird

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My Generation: The Very Best of The Who - The Who

Goste ou não, não há como negar como o Who foi importante (e ainda é) na formação de grandes bandas. Suas inesquecíveis apresentações no palco, quebra-quebra de instrumentos, bateria visceral de Keith Moon, riffs magnéticos de Peter Townshend, o poder vocal de Roger Daltrey e o baixo descomplicado de John Entwistle fizeram uma união de elementos que culminou em novas possibilidades para o rock. A banda formada em 1964 na cidade de Londres foi uma máquina de músicas de sucesso, músicas de respeito pelas inovações que apresentavam, como por exemplo, a insistência em arrancar acordes distorcidos e ferozes de guitarra em meio a toques suaves em piano, ou introdução despretenciosa de notas de gaita. Não havia como disponibilizar um disco, ou outro sem cometer injustiças, então como sempre a solução foi uma compilação. My Generation: The Very Best of The Who foi lançada em 1996 e apresenta canções gravadas entre 1964 e 1980 e embora existam outros sons fenomenais fora desse disco, eis aqui uma ótima seleção que pode traduzir a essência do Who.

*Sugestão de Davi

As faixas em vermelho são as recomendações do RockTown! Downloads.

Set List

1- I Can't Explain
2- Anyway, Anyhow, Anywhere
3- My Generation
4- Substitute

5- I'm a Boy
6- Boris the Spider
7- Happy Jack
8- Pictures of Lily
9- I Can See for Miles
10- Magic Bus
11- Pinball Wizard

12- The Seeker
13- Baba O'Riley
14- Won't Get Fooled Again
15- Let's See Action (Nothing Is Everything)
16- 5:15
17- Join Together
18- Squeeze Box
19- Who Are You
20- You Better You Bet

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The Clash - The Clash

O punk em sua mais bela forma. Você pode dizer isso do Clash sem hesitar, sem medo de errar. Claro que isso é uma visão geral e que muitos podem discordar por questão de gosto, mas não há como lembrar do movimento punk e não citar essa banda de Londres formada em 1976. Com sua extrema criatividade, sensibilidade melódica e um incrível faro para o pop (que seria muito conhecido em trabalhos posteriores), Mick Jones, Joe Strummer e companhia sabia fervilhar num caldeirão de acordes borbulhantes como também colocavam todos pra dançar com uma facilidade de invejar qualquer banda de rockabilly. O sucesso do Clash, e sua elevação à lenda do rock se deu graças aos horizontes amplos que seus integrantes vislumbravam. Eles não se limitavam em quebrar o cacete com letras revoltadas, mas brincavam com temas diversos, criando e manipulando personagens em suas diversas canções. Era conscientes mas humorados e abertos o suficiente pra se livrarem das amarras de qualquer rótulo possível. O disco homônimo, The Clash, foi lançado em 1977 e continha um teor punk, explosivo, mas encantador pelo desenvolvimento dos arranjos, da forma como eram cantadas as músicas, com certa exploração do deboche na voz de Strummer e Jones, bem diferente dos seus compatriotas Sex Pistols, que afunilavam sua aparência na rasgada voz de Johnny Rotten. O trabalho de estréia do Clash era coeso em harmonia, mesmo sendo ríspida como todo punk aparentava.

'Janie Jones' tem ritmo envolvente graças a bateria de Tory Crimes, primeiro baterista da banda, com suas batidas rápidas, bem integradas à riscadas de guitarras de Mick Jones. O vocal em tom coletivo em diversos trechos, traz uma certa sensação de multidão, num bate-cabeça sem par. 'I'm So Bored With the U.S.A.' é atual até hoje, com a insatisfação geral contra a grande potência mundial. Embora na época os EUA duelassem contra a União Soviética, os americanos apresentavam as maiores ameaças ao estilo de vida de outros países, com todo aquele papo de "american way of life", consumismo desenfreado e claro, o punk é oriundo de correntes socialistas. Ninguém mais indicado pra ser escurraçado por uma letra bem escrita e ainda melhor cantada. O baixo de Paul Simonon é imprescindível, poderoso e guia toda a levada possessa, irritada da banda. 'Hate & War' tem introdução bem executada, mostrando uma variação daquela linha simplista que permeava o punk, saindo do início brusco e mostrando ótimas seqüencias de bateria. O baixo permanece impressionante, magistral. 'London's Burning' é a estrela da constelação, com sua linha agressiva, e um vocal eufórico, berrado mas sempre introduzido em ótimos arranjos, que não perdem noção de melodia. 'Career Opportunities' é forte, traçando uma pegada de bateria regular, sincronizada com acordes que se sucedem em meio a uma letra que expoe um jovem em meio à dúvida eterna de qual carreira tomar, seja militar ou civil:

I hate the army an' I hate the R.A.F.
I don't wanna go fighting in the tropical heat
I hate the civil service rules
And I won't open letter bombs for you


Era a revolta da juventude da época, que não queria construir uma sociedade nos moldes tradicionais. Queria mudar tudo, numa revolução sem precedentes (e em muitas vezes sem base alguma). 'Police & Thieves' pode ser destacada também pela linha de baixo num estilo reggae, que era uma tendência dos jovens ingleses que começavam a se encantar com as maravilhas do som de Bob Marley e companhia.

Eu poderia colocar London Calling como o primeiro disco da banda a figurar em nosso blog. É o mais famoso, sem dúvidas. Mas o primeiro trabalho deles mostra como o Clash começou a se destacar desde o primeiro disco, já flertando com inclinações para o rockabilly, reggae, e estilos mais complexos e incrementados. Além de ser uma obra-prima do punk rock, The Clash é o início prematuro da evolução que as bandas punks deveriam passar.

*Sugestão de Tálita

Set List

1- Janie Jones
2- Remote Control
3- I'm So Bored With the U.S.A.
4- White Riot
5- Hate & War
6- What's My Name
7- Deny
8- London's Burning
9- Career Opportunities
10- Cheat
11- Protex Blue
12- Police & Thieves
13- 48 Hours
14- Garageland

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Bizarro - Wedding Present

A banda de Leeds já marcou presença no RockTown! Downloads com o disco Watusi. Mas o Wedding Present merece a exposição de um de seus melhores trabalhos, o Bizarro. Disco lançado em 1989, é um dos alicerces do indie rock que começava a se formar e que seria grande destaque no meio dos anos 90. A guitarra já era uma alternância entre trechos de frenesi sonoro em ataques rápidos e distorções arrastadas, cheias de um prurido aguçado. As melodias se desenrolam em uma notável leveza, carregada por batidas bem coordenadas, em puro êxtase, pululando entre uma faixa e outra, complementando a riqueza sonora da banda.

O disco se inicia com o ritmo frenético e de compasso simples de 'Brassneck'. Acordes velozes flertam com os do rock alternativo dos anos 90 em 'Crushed'. Já uma rusticidade lo-fi se apropria dos arranjos de 'What Have I Said Now?', com clara estrutura experimental, e com uma prazerosa repetição de notas da guitarra, injetando no ouvinte doses de satisfação com sua magistral composição. A bateria é incansável em inovar dentro da faixa, instável como o baixo, que em sua linha pungente, se introduz no arranjo de forma discreta e fundamental. 'Granadaland' é urgente em acordes graves, cheios de presença. Uma deliciosa sucessão de destaques instrumentais aumentam ainda mais a exaltação da música, mostrando a versatilidade da banda.

O disco é um daqueles que os grandes nomes do indie rock têm como fundamental em sua coleção. É de uma musicalidade introspectiva, enxuta, direta. Tudo em Bizarro soa ainda atual, soa novo e o principal motivo é que hoje em dia, todo mundo diz ter encontrado a grande fórmula, sem saber que o Wedding Present desde 1985 já usufruia dela.

*Sugestão de Alexandre

Set List

1- Brassneck
2- Crushed
3- No
4- Thanks
5- Kennedy
6- What Have I Said Now?
7- Granadaland
8- Bewitched
9- Take Me!
10- Be Honest

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Chairs Missing - Wire

A banda londrina Wire, surgida em 1976 foge do aspecto grotesco do punk rock, mesmo utilizando de alguns elementos. No som da banda o ouvinte nota que há um trabalho maior em penetrar nas linhas de acordes de guitarra, buscando um som mais sofisticado, mais apurado em relação aos seus conterrâneos e conteporâneos. Chairs Missing, lançado em 1978, é a maior prova dessa busca e é um dos melhores trabalhos do grupo junto ao disco anterior Pink Flag.

Há uma integração mais esmerada entre os instrumentos, com ótimas levadas tenebrosas como em 'Practice Makes Perfect', onde risadas sarcásticas invadem o ambiente em diversos trechos. O baixo é denso, escuro, faz da melodia uma paisagem de trevas. 'Another the Letter' é uma das grandes evidências do vaguardismo da banda, com acordes fáceis das guitarras de Bruce Gilbert e Colin Newman que não são fáceis de caracterizar, como é fácil caracterizar os três acordes do punk. Eles exibem um entrosamento genial entre seus instrumentos com linhas indecifráveis na agitada 'Sand in My Joints'. Essa faixa já apresenta os primórdios do noise-rock com distorções planejadas porém caóticas. 'Outdoor Miner' é adornada de uma levada mais branda, influência bem clara de Brian Eno. O Wire mostra que sabe muito bem construir uma canção com leves entradas vocais e ataques macios às cordas. 'I Am the Fly' é encorpada pelo baixo de Graham Lewis que imanta a melodia com um ritmo sincopado, atraíndo batidas bem traçadas e palmas ao fundo. É descomplicada em sua desenvoltura.

Bob Pollard, vocalista do Guided by Voices já disse uma vez que o Wire é a banda preferida dele (e dá pra notar a presença da banda inglesa no som do GBV e na carreira solo de Pollard) e a lista de grandes nomes do rock que prestam reverência a esses londrinos não é curta. Tente não gostar do Wire, apenas tente.

Set List

1- Practise Makes Perfect
2- French Film Blurred
3- Another the Letter
4- Men 2nd
5- Marooned
6- Sand in My Joints
7- Being Sucked in Again
8- Heartbeat
9- Mercy
10- Outdoor Miner
11- I Am the Fly
12- I Feel Mysterious Today
13- From the Nursery
14- Used To
15- Too Late

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AVISO - HOSPEDAGEM NO 4SHARED

Pessoal, pra melhorar o desempenho dos downloads e também diminuir em 100% o tempo entre um download e outro, à partir do disco do Bob Dylan todos os discos com menos de 100 MB serão hospedados no 4Shared.

Aproveito pra informar que arquivos com mais de 100MB estão hospedados no Gigasize. Caso haja alguma dúvida em relação aos downloads no Gigasize, há uma ajuda na barra à direita do blog.

Valeu pessoal!

Electro-Shock Blues - Eels

Se em Beautiful Freak (primeiro trabalho da banda lançado em 1996) o Eels primou por batidas mais acentuadas e cheias de estampido, em Electro-Shock Blues a banda já se vale de outras influências, como o blues (como sugere o nome do disco), com acordes imperando sobre a percussão, embora esta não tenha sido extinta como elemento forte, se apresentando clamorosa em várias faixas, junto à notas fragorosas de guitarra que se locomove numa metamorfose de ruídos impressionante. O disco lançado em 1998 é visto como a uma feliz continuação do trabalho bem iniciado por E (líder da banda) e companhia, trazendo alguns novos efeitos, bruscos em sua excentricidade, essenciais para a estruturação de um trabalho tão complexo. E como já disse que as batidas não foram extintas, logo se deduz que o baixo permanece oscilante porém rijo e inquebrantável, enrolando a melodia com cabos resistentes de notas graves e destacadas. As letras expressam tristezas e frustrações da vida do músico líder da banda. Títulos curiosos como 'Cancer for the Cure' infestam as faixas. Ótimo disco para quem não se conformou apenas com o primeiro trabalho deles (que também está disponível em nosso blog).

*Sugestão de Ruy

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Set List

1- Elizabeth on the Bathroom Floor
2- Going to Your Funeral, Pt. 1
3- Cancer for the Cure

4- My Descent Into Madness
5- 3 Speed
6- Hospital Food
7- Electro-Shock Blues
8- Efils' God
9- Going to Your Funeral, Pt. 2
10- Last Stop: This Town
11- Baby Genius
12- Climbing to the Moon
13- Ant Farm
14- Dead of Winter
15- The Medication Is Wearing Off
16- P.S. You Rock My World

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The Best of Blur - Blur

A cena que imperava no começo dos anos 90 no Reino Unido era abarrotada de músicas extremamente criativas, dançantes, excêntricas, verdadeiros resquícios da new-wave do Cure e do guitar rock dos Smiths. Mas deveria haver uma renovação, uma nova "revolução". Não haviam expoentes à vista até que o Blur lançou o incrível Modern Life Is Rubbish no ano de 1993 e à partir dali fincavam a bandeira do britpop na década de 90, agradando aos sedentos por novidade. O Blur misturava melodias pop dos Beatles, levadas sinistras dos Stones Roses, a euforia do Jam, o vigor rock dos Kinks... era uma mistura maluca, que originava algo novo. O britpop foi uma profecia sobre o nosso tempo, onde misturamos influências para criar algo. O Blur também conta com um líder com talentos múltiplos, Damom Albarn, que é um verdadeiro Midas da cena pop, ou seja, o que ele toca vira ouro (vide Gorilaz e The Good, the Bad and the Queen). Com seu incrível faro para criação de melodias dançantes e criativas com um mix de elementos dos mais variados, há sempre uma grande sacada de som nos discos da banda. The Best of Blur, lançado em 1999, é muito criticado por ter incluído apenas um som ('For Tomorrow') do disco que os lançou como banda a ser observada, o acima citado Modern Life Is Rubbish. Acredito que realmente tenha sido uma injustiça e não entendo os motivos para ter excluído pelo menos outras três canções daquele disco que caberiam perfeitamente nessa compilação. Pelo menos umas três do disco valiam, mas tudo bem. Aqui estão músicas lançadas à partir do Leisure, primeiro disco do grupo, até o 13, lançado no mesmo ano desta compilação. É um disco altamente recomendado para quem quer entrar numa viagem de explosão, marasmo, melancolia, felicidade, tudo isso em pegadas que vão de um rock cru como é o caso de 'Song 2' até um gospel revigorante em 'Tender'. Mas você pode dançar um pouco com a pegada dançante presente em 'There's No Other Way' ou ficar sentado, com um cigarro à mão refletindo com 'The Universal'. Você escolhe, o Blur toca.

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Set List

1- Beetlebum
2- Song 2
3- There's No Other Way
4- The Universal
5- Coffee and TV

6- Parklife
7- End of a Century
8- No Distance Left to Run
9- Tender
10- Girls and Boys

11- Charmless Man
12- She's So High
13- Country House
14- To the End
15- On Your Own
16- This Is a Low
17- For Tomorrow
18- Music Is My Radar

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Back to the USA - MC5

O MC5 compartilhou com os Stooges, New York Dolls entre outras bandas, o posto de pais do punk, demarcando as diretrizes que os rebelados do final dos anos 70 deveriam tomar. Mas diferente do som caótico e às vezes sombrio da banda de Iggy Pop ou dos acordes mais levados ao punk do grupo de Johnny Thunders, a banda de Detroit já mostrava um som mais equilibrado, com uma melodia acessível e bem parecida com o power pop que surgiria nos anos 80. Back in the USA é o segundo disco da carreira do MC5 e apareceu depois do aclamado Kick Out the Jams, um disco ao vivo que levou muitos jovens a criarem suas bandas, com um som sujo e letra politizadas. E mesmo depois da euforia do primeiro trabalho, a peteca não caiu, pois lançaram algo mais levado à influência de Chuck Berry com aquela levada acelerada, bem coordenada, porém também influenciados pelo Who, criaram um som poluído, assim como era a cidade industrial de onde eles surgiram. As distorções são evidentes, e muito bem introduzidas, com solos que influenciaram muito o hard-rock nos anos posteriores. O vocal de Rob Tyner é ácido, mas não é tão hostil como aparenta. Ele se utiliza de cantos longos, que se confundem com ótimos acordes de Fred "Sonic" Smith e Wayne Kramer, dois gênios da guitarra, que com seus instrumentos, confundem o ouvinte com interposições de camadas de guitarras brilhantes. Michael Davis faz do baixo a segurança, a estabilidade da bagunça sonora, como você pode notar em diversas faixas do disco. E Dennis Thompson não poderia ficar de fora da exaltação, afinal, com suas ágeis batidas e ataques constantes, dá uma faceta efervescente ao disco. Se você busca referência sobre os caras, tente imaginar que Lemmy do Motörhead disse que criou a banda dele para continuar o que o MC5, em seu fim, havia deixado de fazer. É peso e genialidade sem escrúpulos.

As faixas em vermelho são as recomendações do RockTown! Downloads.

Set List


1- Tutti Frutti
2- Tonight
3- Teenage Lust
4- Let Me Try
5- Looking at You
6- High School
7- Call Me Animal
8- The American Ruse
9- Shakin' Street

10- The Human Being
11- Back in the U.S.A.

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The Best of Bob Dylan - Bob Dylan

Você já deve ter ouvido de tudo por aí: "Bob Dylan não sabe cantar" ou "ele é um fanho que deu certo". É claro que a voz dele não é a melhor entre os cantores da história, mas a simplicidade e o desdém para com as técnicas vocais despiu Dylan de qualquer disfarce, camuflagem, máscara. Quando aquele jovem nascido em 24 de maio de 1941 começou sua carreira, não havia nada mais que um velho violão, uma gaita tradicional e muito, mas muito conteúdo. Letras quilométricas embutidas em melodias de um folk antigo, tocado com afinco, com cataratas de uma sinceridade escancarada que abriam discussões sobre o concreto e o abstrato, sobre o trabalho, sobre o tempo, sobre a vida de uma forma geral e diferente. The Best of Bob Dylan trás uma reunião de grandes canções, marcantes para gerações infindáveis, desde os anos 60 até os atuais anos 2000. O que me desperta o interesse é ver que todo mundo que curte Dylan, se envolve nas canções, como se estivesse naquelas rodas no oeste americano, em volta de uma fogueira, apenas com violão e gaita, o pó se apegando às roupas, enquanto o cantor destila em versos a realidade comum dos amigos ali reunidos. Ele nos transporta a um tempo, a um lugar onde nunca estivemos, nos trás sensações diferentes quando começa a tocar nas feridas de um ou quando resgata doces lembranças de um passado glorioso e distante. Afinal, como podemos negar alguma identificação com 'Blowin' in the Wind'? As questões abundantes na letra? E a resposta, meu amigo:

How many roads must a man walk down
Before you call him a man?...
...The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind

Dylan parece conversar com seu ouvinte, com um braço repousado em seu ombro, conversa de amigo. E como não se encantar com os arranjos singelos acompanhados de uma descrição tão agradável na canção 'Just Like a Woman'? Quando a voz intimista de Dylan atravessa a nossa alma, amparada por notas de um solo de gaita, toques no piano que se alternam entre a fragilidade e o vigor aumentam ainda mais a amplitude da beleza da harmonia. As bem conhecidas 'Like A Rolling Stone' e 'Knockin' On Heaven's Door' têm em comum um desenrolar lento, com refrões marcantes, ótimo desempenho do baixo que da solidez às melodias. Verdadeiros clássicos que ficaram muito conhecidos nas vozes de Mick Jagger e Axl Rose, respectivamente. 'Tangled Up in Blue' também figura entre os grandes clássicos, com a bateria tendo um papel fundamental na levada da música, enquanto dedilhadas provocantes nas cordas do violão preenchem todo o ambiente.

Bob Dylan é influente seja no modo de tocar música, seja no modo de compôr música. Um dos grandes ícones de nosso tempo, ele sabe muito bem manipular nossas mentes, nos dando questões, nos dando respostas, e acima de tudo, nos dando base para entender um pouco a vida. Se você não conhece, faça o favor, hein?

Set List

1- Blowin' in the Wind
2- The Times They Are A-Changin'
3- Don't Think Twice, It's All Right
4- Mr. Tambourine Man
5- Like a Rolling Stone
6- Just Like a Woman
7- All Along the Watchtower
8- Lay Lady Lay
9- I Shall Be Released
10- If Not for You
11- Knockin' on Heaven's Door
12- Forever Young
13- Tangled Up in Blue
14- Oh, Sister
15- Gotta Serve Somebody
16- Jokerman
17- Everything Is Broken
18- Shelter from the Storm

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Sticky Fingers - Rolling Stones

Os Rolling Stones são sem dúvida um ícone titânico da cultura pop, com diversas histórias e estórias que rondam o tempo de estrada dessa banda, que é a maior banda em atividade até hoje (estão tocando desde 1963). Se hoje em dia eles não vão bem das pernas com últimos discos, principalmente com o A Bigger Bang, eles não falharam em seus melhores momentos. Deixaram para a posteridade grandes hinos do rock, grandes revoluções em atitude, comportamento e principalmente em questão musical. Sticky Fingers foi lançado em 1971, e lembro de ter visto uma capa do LP onde o ziper da calça impressa era de verdade. Questões estéticas à parte, o disco é um incrível drink entorpecente com doses de blues rudimentar exaltado pelos mágicos dedos de Keith Richards, um rock'n'roll dos antigos, sem máculas, um hard rock fugaz presente em 'Sway', adornado em solos incríveis que marcaram gerações de guitarristas. Apresenta branda melodia em 'Wild Horses', com sua levada em violão e uma batida marcada, profunda. A letra é incrível e particularmente, é uma das músicas que marcaram minha vida. 'Can't You Hear Me Knockin'' tem um riff fácil de assimilar e um ritmo baseado num compasso inconsistente de Charlie Watts. A percussão passa por bongôs entrelaçados à acordes picantes de Richards, enquanto um sax permeia toda a harmonia com suas notas rasgadas. É clara influência de Miles Davis e seu recém criado jazz rock (no disco Bitches Brew, lançado um ano antes desse). Ouça essa faixa com toda a atenção. 'Brown Sugar' tem uma letra quente, abordando escravidão, sexo inter-racial e perda de virgindade. É um sucesso e é tão calorosa como outra faixa: 'Bitch'. Essa faixa é peculiar pelas guitarras constantes e incansáveis, pelos solos inebriantes e pelos metais que dão um ar frenético e epiléptico. 'Sister Morphine' segue uma linha parecida com a de Wild Horses, mas é marcante pela letra dúbia e pelas tomadas de acordes fortes que revestem a canção de uma armadura acústica. Mick Jagger como sempre, derrama sua voz com graça e aflição. Dica pessoal: esse disco é espetacular do início ao fim e figura tranqüilamente na lista dos 5 discos da minha vida.

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Set List


1- Brown Sugar
2- Sway
3- Wild Horses
4- Can't You Hear Me Knocking
5- You Gotta Move
6- Bitch
7- I Got the Blues
8- Sister Morphine
9- Dead Flowers

10- Moonlight Mile

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The Queen is Dead - Smiths

Não há dúvida que os Smiths foi a banda que deu um basta ao rock abarrotado de efeitos de sintetizador e implantou as bases do guitar rock que predominaria na Inglaterra nos anos 90. Com melodias baseadas numa aura pop e impulsionadas pela incrível facilidade, um verdadeiro dom de Morrissey em compor letras tão compatíveis com a vida da juventude. Se você se esforçar, vai lembrar de um amigo ou amiga que tenha uma das canções dos Smiths como música da vida. Eu particularmente tenho uma que marcou muito uma fase de minha vida: 'There is a Light That Never Goes Out'. Essa canção é uma das grandes obras que expoem a sensibilidade poética, sentimental que se encontra em The Queen is Dead. Com uma pegada aparentemente calma, pode ser considerada uma "bela catástrofe", com aquele refrão estendido em notas de violino e uma serenidade nos acordes de Johnny Marr, nos fazem flutuar na leve brisa que paira pelas ondas sonoras. Mas o disco é bem completo, quando evoca um pop bem estruturado em 'Cemetery Gates', onde um baixo bem delineado sem impoe dando o ditame da harmonia. De repente você se depara com um rockabilly em 'Vicar in a Tutu', agitado, dançante. A doçura de 'The Boy With the Thorn in His Side' te faz fechar os olhos, ensaiar um sorriso e largar os braços numa dança hipnótica. Esse disco te dá ótimas oportunidades de passar momentos agradáveis com um rock extremamente maduro e sem máscaras. A pureza de melodias geniais com a voz charmosa de Morrissey encravada no meio. É um tesouro inestimável.

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Set List


1- The Queen Is Dead (Take Me Back to Dear Old Blighty) [medley]
2- Frankly, Mr. Shankly
3- I Know It's Over
4- Never Had No One Ever
5- Cemetry Gates
6- Bigmouth Strikes Again
7- The Boy With the Thorn in His Side
8- Vicar in a Tutu
9- There Is a Light That Never Goes Out

10- Some Girls Are Bigger Than Others

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Advice from the Happy Hippopotamus - Cloud Cult

Numa pegada bem lo-fi, num estilo Beck de fazer música, a banda de Mineapolis, EUA usa e abusa de batidas muito bem centradas em meio a efeitos especiais e espaciais. Uma psicodelia paira pelo ambiente musical enquanto o criativo Craig Minowa libera ondas vocais de agradável timbre. Mas não fixe sua mente num som baseado em batidas regadas de uma parência lo-fi. O Cloud Cult sabe muito bem explorar a beleza de ótimas notas de guitarra com um baixo ativo, ressaltado por uma atmosfera intrigante ao se compactar num caos de graves notas, fazendo ótima companhia às batidas tão bem coordenadas. Advice from the Happy Hippopotamus é cheio de variações entre a beleza de canções focadas em instrumentos não-convencionais como o violino e grandes odes à loucura com frenesis em excesso e arranjos muito complexos. É um disco muito bom pra quem curte mudanças drásticas, mas bem pensadas.

*Sugestão de Pierre

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Set List

1- Intro
2- Living on the Outside of Your Skin
3- Happy Hippo
4- What Comes at the End
5- You Got Your Bones to Make a Beat
6- (Untitled)
7- Washed Your Car
8- Transistor Radio
9- What It Feels Like to Be Alive
10- Moving to Canada
11- Start New
12- Car Crash
13- Light at the End of the Tunnel
14- Million Things
15- Can't Stop the Journey Now
16- Clip-Clop
17- Training Wheels
18- We Made Up Your Mind for You
19- That Man Jumped Out the Window
20- (Untitled)
21- Lucky Today
22- (Untitled)
23- Rockwell
24- (Untitled)
25- (Untitled)

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Keep it Like a Secret - Built to Spill

Sem dúvidas, o Built to Spill é um dos grandes nomes do indie rock dos anos 90, com sonoridade limpa e ajustada a arranjos muito bem produzidos que explodem em incríveis solos de guitarras e riffs precisamente compostos. A voz de Doug Martsch é tão marcante que muita gente associa o vocal do indie rock com o vocal do líder do Built to Spill. A despretensão sonora em acordes desajustados e distorcidos foi herdado pelo Pavement e o foco na técnica em manipular os acordes constituindo solos magníficos (como o de Carry the Zero) aliando isso com uma energia cavalar, foi influência de J. Mascis do Dinosaur Jr.. As letras são excêntricas, como na maioria do movimento indie. O Kepp it Like a Secret foi lançado em 1999 é apenas reforçou a tendência que o rock alternativo tomaria na próxima década: melodias fortes e marcadas por batidas pungentes, ataques constantes e rica distribuição de tons. O som da banda pode ser complexo em alguns momentos, mas na verdade se trata de pequenas evoluções, pontes para outros trechos mais acessíveis e alinhados. Há uma aprazível mistura do fácil e díficil dentro de cada faixa embutida nesse disco.

*Sugestão de Hugo


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Set List

1- The Plan
2- Center of the Universe
3- Carry the Zero
4- Sidewalk
5- Bad Light
6- Time Trap
7- Else
8- You Were Right
9- Temporarily Blind
10- Broken Chairs

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Beat Happening - Beat Happening

São os mais rudimentares indícios do indie pop. A banda fundada em Olympia nos EUA no ano de 1982, não inventou o pop underground, mas com certeza fixaram ainda mais essa concepção. Enquanto o pop tradicional do mainstream utilizava das melhores técnicas de produção para vender discos atrás de discos, o Beat Happening fazia um som acessível, mas muito precário em questões de produção. Mas mesmo assim, as batidas famosas por não apresentarem muita surpresa, e às vezes serem bem descoordenadas, dão um toque de romantismo ao som, pela beleza que ela assume com acordes simples de guitarra, numa faceta essêncialmente indie nos moldes do lo-fi. A voz de Calvin Johnson é muito similar ao marasmo de Lou Reed no Velvet Underground misturado com o despreocupado mas aflito timbre de Ian Curtis. Para os fãs de gravações rústicas é um tesouro inestimável. Mas não pense que é extremamente sofrido: as melodias têm sua estrutura, têm sua identidade. E não há como desprezar um som tão original.

*Sugestão de Candido Rodrigo

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Set List

1- Our Secret
2- What's Important
3- Down at the Sea
4- I Love You
5- Fourteen
6- Run Down the Stairs
7- Bad Seeds [live]
8- In My Memory
9- Honey Pot
10- The Fall
11- Youth
12- Don't Mix the Colors
13- Foggy Eyes
14- Bad Seeds
15- I Let Him Get to Me
16- I Spy
17- Run Down the Stairs
18- Christmas
19- Fourteen
20- Let's Kiss
21- 1, 2, 3
22- In Love with You Thing
23- Look Around

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Heroes to Zero - Beta Band

Dá pra ver que a Escócia não precisa de defesa.

A Beta Band dispara muito indie rock com levadas eletronicas. Mas essa não é a principal característica, afinal, a banda sabe muito bem desenvolver um clima rico em batidas oriundas do funk e levadas profundas de baixo, fixando ainda mais as marcas de se som. A banda de Edinburgo, Escócia, foi formada em 1997 e conseguiu chamar atenção pelo fato de utilizar muito da efervescência, da ebulição presente nas festas da Haçienda em Manchester, ou como quiser, Madchester. O disco Heroes to Zero foi lançado em 2004 e é uma prova de que nem sempre uma banda cai de produção e de qualidade ao passar do tempo. O último disco lançado por eles mostra um equilíbrio entre os enfeites de sons de sintetizadores e a técnica agradável de se apreciar dos arranjos instrumentais. Batidas potentes, são aliadas com uma linha de baixo despojada e sem mistérios. A voz de Stephen Mason é cerrada, irredutível. Em muitas canções não se impressione se olhar levadas de violão arrebatadas por notas de uma gaita oportunista num embalo folk: existe muito consciência do trabalho feito nessas gravações.

*Sugestão de Otávio

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Set List

1- Assessment
2- Space
3- Lion Thief
4- Easy
5- Wonderful
6- Troubles
7- Out-Side
8- Space Beatle
9- Rhododendron
10- Liquid Bird
11- Simple
12- Pure For

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The Very Best of The Undertones - Undertones

Essa banda da Irlanda do Norte não é tão conhecida pelo nome, mas se você ouve a música 'Teenage Kicks', já se sente familiarizado. Os Undertones surgiram na cena punk em 1976 e logo se destacaram por aliar melodias mais fáceis em acordes simples, e também por abordar temas nada políticos, falando mais sobre sentimentos da juventude, tal qual o Buzzcocks fazia. A voz de Feargal Sharkey é de um timbre agudo, quase feminino e marca ainda mais o som na cabeça dos fãs. As levadas de suas canções não eram viscerais como as dos punk, com berros e ritmo propício para um bate-cabeça. Era mais inclinado a um power-pop que convidava o ouvinte a dançar enquanto ria da letra. The Very Best of the Undertones é uma ótima compilação de grandes sucessos e, mais que sucessos, reune o melhor que a banda produziu. Divirta-se com as leveza das melodias e as pegadas suaves do rock dos Undertones.

*Sugestão de Luís Eduardo

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Set List

1- Teenage Kicks
2- Family Entertainment
3- Get Over You
4- Girls Don't Like It
5- Male Model
6- Here Comes the Summer
7- Jimmy Jimmy
8- You've Got My Number (Why Don't You Use It?)
9- Mars Bars Bradley,
10- Let's Talk About Girls
11- My Perfect Cousin
12- The Way Girls Talk
13- Tearproof
14- More Songs About Chocolate and Girls
15- Hypnotised
16- Wednesday Week
17- The Positive Touch
18- You're Welcome
19- It's Going to Happen
20- Julie Ocean
21- When Saturday Comes
22- Forever Paradise
23- The Love Parade
24- Soul Seven
25- Casbah Rock

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Watusi - Wedding Present

Muito pouco se fala dessa banda de Leeds, Inglaterra, o que acho muita injustiça. O Wedding Present é uma das melhores bandas inglesas que tocam post-punk a surgir nos anos 80. Com suas simples melodias, incrementadas com efeitos eletrônicos, e uma atmosfera pesada como a do Joy Division, David Gedge leva até hoje a banda, que tem uma história muito conturbada de saídas de membros. Watusi é um trabalho onde triunfa uma inclinação para canções mais dançantes, com levadas mais aceleradas que nos discos anteriores (onde o foco era fazer músicas mais obscuras e aflitas). Nesse disco ainda há um rastro da escuridão anterior, mas é claramente notável a intensidade com que várias músicas se apresentam, batidas mais marcadas, num compasso mais dançante e a guitarra é delirante em acordes velozes que já seguiam mais a tendência do indie rock. Esse disco lançado em 1994 é uma ótima forma de conhecer o trabalho da banda.

Set List

1- So Long, Baby
2- Click Click
3- Yeah Yeah Yeah Yeah Yeah
4- Let Him Have It
5- Gazebo

6- Shake It
7- Spangle
8- It's a Gas
9- Swimming Pools, Movie Stars
10- Big Rat
11- Catwoman
12- Hot Pants

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Nevermind - Nirvana

Se no disco anterior, o Bleach, a banda começou uma evolução incrível, eles não precisaram penar muito para alcançar seu auge. O Nirvana lançou o Nevermind em 1991, dois anos após o primeiro trabalho, e mostrou ao mundo o que o grunge tinha de melhor, com uma mescla de sons pesados e melodias mais aceitáveis até para quem não era adepto da camisa de flanela xadrez. Muito se discute se foi o melhor disco dos anos 90, mas uma coisa é indiscutível: nenhum disco marcou tanto a década como esse. Não só comercialmente (foi um fenômeno de vendas), mas foi uma das grandes fontes de influências para as bandas que viriam depois. O baixo de Novoselic é poderoso, e estampa a marca da banda junto a loucura das seqüências de batidas de Dave Grohl, que quando entrou na banda, deu um novo gás ao som, tornando-o ainda mais inflamável. Kurt Cobain dispensa apresentações. Embora não fosse um Jimi Hendrix, tocava muito bem a guitarra com riffs implacáveis e solos bem coordenados. A voz dele era depressiva, mas explodia em energia. Se o Nirvana é modinha de gente que não conhece rock, isso você pode cocncluir. Mas o Nevermind é um clássico do rock, e é indispensável.

*Sugestão de PatoO

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Set List


1- Smells Like Teen Spirit
2- In Bloom
3- Come as You Are

4- Breed
5- Lithium
6- Polly
7- Territorial Pissings
8- Drain You
9- Lounge Act
10- Stay Away
11- On a Plain
12- Something in the Way

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Daydream Nation - Sonic Youth

Não há banda tão respeitada e genial dentro do meio alternativo como o Sonic Youth. Pergunte aos seus amigos e colegas se eles gostam da banda. O máximo que você vai ouvir é um "não conheço muito bem, mas eles são bons". Mas é pura verdade. O grupo foi brindado com um talento fora do sério e o resultado mais celebrado desse talento descomunal é o Daydream Nation, lançado 1988. O disco se tornou uma referência quando o assunto é experimentalismo, distorções e o verdadeiro noise rock, pensado, calculado mas executado como improvisos de jazz. Não há mistérios no som da banda, ele tem sua melodia muito definida em sua maior parte, mas voa em viagens frenéticas e estilhaçadas de notas riscadas com a maior habilidade. Um dos diferenciais do grupo é o número de cabeças pensantes. Lembra do I'm From Barcelona e suas 29 cabeças ativas? Multiplique essas 29 cabeças por 10 e você se aproximará de uma idéia da energia e criatividade que o Sonic Youth tem. Esse trabalho é obrigatório pra quem diz gostar de bom rock.

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Set List

1- Teen Age Riot
2- Silver Rocket
3- The Sprawl
4- 'Cross the Breeze
5- Eric's Trip
6- Total Trash
7- Hey Joni
8- Providence
9- Candle
10- Rain King
11- Kissability
12- Trilogy (The Wonder - Hyperstation - Eliminator Jr.)

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Nowhere - Ride

O Nowhere, lançado em 1990, é interessante por misturar a melancolia do estilo shoegaze (aquelas bandas que cantam olhando para os sapatos) com um ritmo mais pop, mais parecido com o Happy Mondays. A sensibilidade, as letras tem um pouco de Smiths, mas a influência mais escancarada é a do Jesus and Mary Chain. Com guitarras em plena distorção, uma voz de um Andy Bell inspirado num mar de tristeza e uma certa emergência sufocante nos arranjos, o Ride pode não ser a banda mais depressiva, mas com certeza são sombrios o suficiente pra te acompanhar num dia onde a euforia não é bem-vinda.

*Sugestão de Candido Rodrigo

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Set List

1- Seagull

2- Kaleidoscope
3- In a Different Place
4- Polar Bear
5- Dreams Burn Down
6- Decay
7- Paralysed
8- Vapour Trail
9- Taste
10- Here and Now

11- Nowhere

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General Patton vs. the X-Ecutioners - General Patton/X-Ecutioners

Esse disco lançado em 2005 é mais um dos inúmeros projetos de Mike Patton, mais conhecido por ter liderado a banda Faith No More, entre os anos 80 e 90. Usando a alcunha de General Patton, ele enviou aos X-Ecutioners diversas gravações feitas por ele. Desta forma, o grupo de hip-hop começou a trabalhar em cima dessas gravações, criando geniais batidas por cima, samples bem introduzidos e diversas mixagens respeitáveis de um grupo que está tocando desde 1989. Disco muito bem produzido e uma ótima opção para apreciar um bom rap/hip-hop vindo de uma parceria incrível.

*Sugestão de Danny

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Set List


1- X-Men Doctrine and Declaration: Target=40:40:11N 73:56:38W
2- General P. Counterintelligence: Target=37:47:38N 122:33:17W

3- ¡Get Up, Punk! 0200 Hrs. (Joint Special Operations Task Force)
4- Roc Raida: Riot Control Agent/Combat Stress Control
5- Improvised Explosive Device 0300 Hrs.
6- ¡Vaqueros y Indios! (Joint Special Operations Task Force)
7- Precision Guided Needle-Dropping and Larynx Munitions (PGNDLM)
8- Duelling Banjo Marching Drill
9- Battle Hymn of the Technics Republic
10- ¡Fire in the Hole! 0400 Hrs. (Joint Special Operations Task Force)
11- Convulsive Antidote for Nerve Agent Autoinjector (CANAA)
12- Modified Combined Obstacle Overlay (MCOO) ...or... "How I Learned ..."
13- Surprise Swing Insurgency/Tabla and Tongue Twist Counterattack/Dragon
14- ¡Kamizake! 0500 Hrs. ("Take a Piece of Me")
15- We'll Paint This Town -- Throat and Phonograph Fire Support ...
16- Imitative Electromagnetic Deception (IED)/Digital Nonsecure Voice ...
17- A.W.O.L. Block Party Brawl 0600 Hrs.
18- Eastside Multichannel Tactical Scratch Communications (EMTSC)
19- Pimps Up, Aces High! 0700 Hrs. (Westside Swashbuckling Parade)
20- Warcry/Infrared R'n'B Hallucination/Jungle Operations Exfiltration ...
21- L.O.L. - ¡Loser on Line! (Hate the Player, Hate the Game)
22- Low Altitude Vocal Parachute Extraction System (LAVPES)
23- Battle Damage Assessment and Repair/White Flag Surrender/"Wake Me ..."

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Capture/Release - Rakes

Lançado em 2005, o disco de estréia dos Rakes foi muito bem recebido não só pela crítica como pelo público em geral. Os "magricelos" (Rakes em português) fazem um som bem diferente do que sugere seu nome. Coeso, forte e cheio de influências punks, a banda mistura às fortes melodias uma camada de dub bem executada, como é o caso da faixa 8, 'Violent'. Com baixos rasantes e guitarras cheias de explosão, o Capture/Release é um grande êxito de uma banda que aos poucos vai amadurecendo mais e mais.

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Set List

1- Strasbourg
2- Retreat
3- 22 Grand Job
4- Open Book
5- The Guilt
6- Binary Love
7- We Are All Animals
8- Violent
9- T Bone
10- Terror!
11- Work, Work, Work (Pub, Club, Sleep)

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Pretty Hate Machine - Nine Inch Nails

Lançado em 1989, o Pretty Hate Machine foi a obra mais sensacional do incrível Trent Reznor e o seu complexo Nine Inch Nails. As batidas marcantes caracterizam o disco e ainda evidenciam rastros dos elementos eletrônicos de sintetizadores, freqüentes nos anos 80. Aqui está o trabalho que melhor expoe o rock industrial. A voz berrante e aparentemente distante de Reznor em meio a um cenário que parece um ferro velho abandonado, em meio à trevas, cheio de aberrações sonoras, é uma das marcas do disco. É clássico.

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Set List

1- Head Like a Hole
2- Terrible Lie
3- Down in It
4- Sanctified
5- Something I Can Never Have
6- Kinda I Want To
7- Sin
8- That's What I Get
9- The Only Time
10- Ringfinger

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Let me Introduce my Friends - I'm From Barcelona

A melhor banda de 29 membros da Suécia em toda a história. Hahaha! Óbvio que sim, aliás é a melhor banda de 29 membros de todos os tempos. A maioria não é composta por músicos profissionais e sim por amigos do mentor do projeto/banda Emanuel Lundgren. Aliás, Lundgren é um multi-instrumentalista talentoso, com faro para sensibilizar grandes públicos com suas canções ingênuas e singelas. O I'm From Barcelona se destaca por arranjos graciosos, que nos remetem à canções de programas infantis, ou de rodas de acampamento de igreja. O coral de vozes presente, é aplicado e incansável em diversos trechos do disco. Mas não pense que eles soam essencialmente inocente. No disco Let me Introduce my Friends, eles demonstram a riqueza de precisão vocal, a habilidade em incrementar algumas passagens de uma canção com ótimas paredes de vozes, harmoniosas e alternadas. Os arranjos instrumentais se alternam no frenesi de momentos mais calorosos e em outras na pacífica levada de circunstâncias mais ternas e afáveis. Você pode começar a traçar uma lista de bandas parecidas, mas pode ter certeza, embora eles soem como aquelas bandas indies de "rock fofinho" (ê termo!), tipo Architecture in Helsinki, eles são bem diferentes pela direção que tomam ao utilizar plataformas vocais elaboradas e bem complexas. Você pode começar a tentar lembrar do nome daquela banda gigantesca... o Poli, Polyph... Polyphonic Spree! Sim, tudo bem, a banda é grandona como eles (tem 23 membros), mas são mais reflexivos, mais psicodélico e menos acessíveis aos ouvidos. Mesmo assim, também é uma ótima banda.

O primeiro disco da banda, lançado em 2006 é iniciado com 'Oversleeping', uma canção de harmonia relaxante, empolgante pela forma que se intensifica ao chegar no refrão. O sabor "adocicado" da melodia é aumentado por toques de sinos ao fundo. Os vocais em massa já mostram o quanto são importantes. 'We're From Barcelona' é agradável com seus acordes dedilhados com capricho e seu ritmo sereno, numa bateria que te faz bater os pés ao ouví-la. Ela chega ao seu auge com os surreais "na-na-nas" que fazem ponte entre o refrão e a próxima estrofe. É realmente diferente notar que mesmo cheio de inserções vocais, com pequenos fraseados e "uhuuuuus", o mais atraente na faixa é como toda a música é cantada por uma multidão de vozes. 'Treehouse' é envolvida por um baixo que dita o ritmo à batidas que parecem mais batidas de palmas. A letra nos envia aos melhores momentos da infância, quando tudo era uma fantasia, quando as cabanas que fazíamos (é, o Brasil não tem a cultura infantil de criar casas de árvore) eram a nossa fulga, quando acreditávamos que ali estávamos seguros:

I have built a treehouse
I have built a treehouse
Nobody can see us
It's a you and me house

O fim da canção é magistral, com um mar de vozes se esparramando em opulentas e extensas linhas de harmonia. 'Chicken Pox' é mais pop, mais similar com o que você ouve por aí, sai da "novidade" que o disco propõe, mas ainda sim é uma bela canção. É de levada aprazível, num folk vistoso cheio de acordes bem apresentados numa melodia bem cativante. Os vocais peculiares da banda ainda dão uma pitada de classe ao refrão.

Dê o rótulo que quiser, mas a verdade é que essa banda promissora e diferenciada vem crescendo aos poucos, viajando pelo mundo, apresentando um trabalho que não há como não ser notado. E com 29 cabeças ativas na banda, é difícil imaginar um momento sem inspiração para eles. Vamos ver o que vem por aí.

*Sugestão de Mih Nakano

Set List

1- Oversleeping
2- Collection of Stamps
3- We're from Barcelona
4- Treehouse
5- Jenny
6- Ola Kala
7- Chicken Pox
8- Rec & Play
9- This Boy
10- Barcelona Loves You
11- The Saddest Lullaby

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Death by Sexy - Eagles of Death Metal

Não tem nada a ver com a diabólica vertente do metal. É mais uma sátira humorada que qualquer coisa. Mas não significa que não há qualidade pra se ouvir nesse disco. Até porque, se você consdirerar que a banda conta Josh Hommes, baterista do Queens of the Stone Age (QOTSA) e com o guitarrista Dave Catching, um verdadeiro faz-tudo do rock, dá pra imaginar que não é só piada. Catching também já tocou no QOTSA, tocou com Peaches, é dono de estúdio e está beirando os 50 anos. É dono de uma técnica incrível na guitarra e dá sua contribuição à incrível massa sonora que a banda prepara no disco Death by Sexy, lançado em 2006. Claro que Jesse Hughes não pode ficar de fora dos créditos pelo êxito da banda. Com seu carísma inegável e visual espalhafatoso, cede sua voz aguda e divertida às faixas igualmente divertidas. O Eagles of Death Metal soa muito como os Rolling Stones, principalmente naquele disco Sticky Fingers de 1971 (alguma semelhança entre as capas dos discos?). A bateria se equipara sonoramente com a de Charlie Watts, nunca pela técnica (o baterista dos Rolling Stones, na minha opinião, é muito sofrido). Os riffs, as levadas da guitarra também tem aquele toque no estilo Keith Richards.

'I Want You So Hard (Boy's Bad News)' é acelerada, com diversos breaks que dão lugar à batidas de bumbo, graves vocais se intrometendo à regularidade frenética da canção. Um solo no estilo Stooges é preciso no desenvolvimento da melodia em seu rock grotesco. 'I Got A Feeling (Just Nineteen)' tem uma pegada dançante, festiva, excêntrica com suas batidas previsíveis e suas notas de guitarra, que acompanham a euforia da percussão. A letra é engraçada, nada pensada, apenas o "tesão" da noite:

I will make you scream, oh
You're doing things that make
My flesh burn hot, oh
I got to give in
Baby please don't stop, oh

A voz de Hughes realmente é um diferencial com um timbre parecido com o do Barry Gibb dos Bee Gees, extremamente agudo, que chega a ser engraçado. 'Cherry Cola' tem um baixo bem desenvolto com distorções turbulentas rodeando a melodia que se utiliza de um solo recatado incrustado no meio da faixa. A levada é bem definida pelas apuradas batidas de Hommes. Como sempre. 'Don't Speak (I Came To Make A Bang!)' é de um hard-rock tempestuoso, incerto e em sua estrutura inimaginável, cheio de altos e baixos na energia das levadas instrumentais. Uma ótima canção para apreciar a variação e as evoluções que se pode fazer numa só música.

A banda embora seja um trabalho paralelo da maioria dos integrantes, dá conta do recado quando o assunto é qualidade. Fazem um som extremamente engraçado, diferente e longe de querer passar alguma mensagem específica. Por favor, não queira encontrar sentido nas letras. É som de fanfarrão.

Set List

1- I Want You So Hard (Boy's Bad News)
2- I Gotta Feeling (Just Nineteen)
3- Cherry Cola
4- I Like to Move in the Night
5- Solid Gold
6- Don't Speak (I Came to Make a Bang!)
7- Keep Your Head Up
8- The Ballad of Queen Bee and Baby Duck
9- Poor Doggie
10- Chase the Devil
11- Eagles Goth
12- Shasta Beast
13- Bag O' Miracles

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21 Singles 1984-1998 - Jesus and Mary Chain

Não vou defender a Escócia.

O Jesus and Mary Chain foi igual o Velvet Underground: não esteve no topo das paradas, mas em questão de influência, está lá em cima, intocável. Com sua sonoridade noise ao extremo, uma inclinação para um pop obscuro e um vocal sublime e indiferente, a banda se destacou no coração de quem sabia o que era música. Você pode encontrar bandas incríveis que foram influenciadas pelo Jesus and Mary Chain: o Lush é um deles, com sua melodia tirada de ferragens de fábrica, ruidosas, caóticas, ludibriantes. O Dinosaur Jr. vez e outra estilhaça acordes chiados, como naquela canção 'Little Fury Things' cheia de uma distorção espetacular, desordenada. Claro que nem tudo no Jesus and Mary Chain é ruídos arrepiantes. O disco 21 Singles 1984-1998 exibe o que há de melhor na carreira da cultuada banda. Por exemplo, há uma serena e autêntica faixa, 'Some Candy Talking', limpa de distorção, ela é bem trabalhada e William Reid abusa de dedilhadas oportunas nas cordas da guitarra. 'April Skies' tem características da new-wave oitentista, com aquela batida peculiar, com notas crescentes de guitarra abarrotando o ambiente de musicalidade livre, sim, enquanto ataques das cativos nas cordas permeiam a faixa, alguns acordes voam em liberdade. 'Darklands' tem um ritmo sereno, um jeito de cantar exclusivo de Jim Reid e uma letra melancólica, onde a visão acaba, onde o desespero suplanta a idéia de que o amanhã nascerá de novo:

I'm going to the darklands
To talk in rhyme
With my chaotic soul
As sure as life means nothing
And all things end in nothing
And heaven i thinkis too close to hell

É sufocante e brilhante. 'Head On' deixa a depressão de lado e vem pulsante, sugerindo dança com sua batida, com um revigorao vocal de Jim. As guitarra soam retumbantes em cada ataque, em cada momento de destaque. 'Snakedriver' é o melhor momento de William, com uma epiléptica exibição, onde brinca com as cordas, distorce, sacode, estabiliza, desestrutura. O desdém e o respeito caminhando juntos em ótimos trechos de um caos muito agradável. 'I Hate Rock N Roll' é um sarro que eles tiram, uma tirada contra-cultural. Mas acima do que é cantado está o que é tocado. Uma poderosa canção, com a união instrumental ocasionando um choque sonoro, cheio de distorções que parecem aquelas da música 'Sunday' do Sonic Youth. Coisa fina.

Ainda fico impressionado com tanta gente que não se aprofundou no trabalho da banda. Se você quer entender, se aprofundar, recomendo ouvir com atenção esse disco. E não se impressione se algum som lhe soar familiar: alguma banda nova que você costuma ouvir, tirou o som das linhas do Jesus and Mary Chain. Pode ter certeza disso.

*Sugestão de Rafaela

Set List

1- Upside Down
2- Never Understand
3- You Trip Me Up
4- Just Like Honey
5- Some Candy Talking
6- April Skies
7- Happy When It Rains
8- Darklands
9- Sidewalking
10- Blues from a Gun
11- Head On
12- Rollercoaster
13- Reverence
14- Far Gone and Out
15- Almost Gold
16- Snakedriver
17- Sometimes Always
18- Come On
19- I Hate Rock N Roll
20- Cracking Up
21- I Love Rock N Roll

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Cansei de Ser Sexy - CSS

O primeiro disco da banda paulistana foi festejado por quem achava que brasileiros mereciam destaque no exterior. Mas não por fazer samba ou saber dançar samba, ou sambar ao fazer um gol no Campeonato Italiano. Muita gente acha que o Brasil tem o seu lado rock, e muito bem feito por sinal. Muitas bandas anteriores ao Cansei de ser Sexy (CSS) podem ter feito um relativo sucesso lá fora, mas tudo tinha uma pitada de elementos da música brasileira. Geralmente o elemento mais utilizado era a percussão, que remetia o ouvinte à uma sessão de macumba. Nada contra os precursores, os Mutantes por exemplo foram grandes expoentes da "nossa psicodelia" nos anos 60. Fazem sucesso até hoje como grande referência entre muitas bandas internacionais. Mas a questão é: tem alguém no Brasil que sabe fazer som gringo? Que possa seguir uma das fortes tendências do rock atual sem "macular" o som com elementos brasileiros? Sim, tem uma banda. O CSS. Com seu eletro-pop-rock, eles conquistaram a cada dia mais e mais fãs pelo mundo. As letras são debochadas como é o caso de 'Meeting Paris Hilton', onde elas chamam Paris Hilton de "bitch" sem pudor (claro que isso não é nada quando se trata da futilidade da celebridade em voga). As letras são bem sacadas ao citar uma banda canadense muito foda em 'Let's Make Love And Listen To Death From Above', onde uma pegada num estilo "R&B acelerado" duela seu espaço com diversas pitadas eletrônicas. O sotaque de Lovefoxxx é muito sofrido, mas soa engraçado, esculachado ao soar em alguns momentos infantil. Digamos que seja um charme. O disco faz sucesso porque mescla diversos sons que andam por cima na atualidade. Em 'Art Bitch' uma aparência de black music toma conta das batidas da faixa, que colidem em acordes distorcidos da guitarra. 'Alcohol' é doce, seja nos arranjos ou no contraste em que a voz de Adriano faz com a de Lovefoxxx. A levada pop da canção com diversas notas de guitarra é sinal de versatilidade. Os sons que permanecem ao fundo nos remetem às velhas canções dos video-games de nossa infância. 'Off The Hook' é um rock baseado num riff funcional e grudento junto a um baixo sólido e sem brincadeiras. O refrão se veste de backing vocals suaves, cheio de "ahuuus". E a guitarra, além do riff, domina a faixa com sua desenvoltura impecável.

O CSS orgulha aquele brasileiro que sabia que algo daqui tinha condição de despontar no mercado internacional. É gratificante vê-los no line-up de tantos festivais e ver que estão fazendo bonito. Quer pitadas brasileiras? Ouça Bonde do Rolê que inclui o "funk carioca" na música deles, afinal, o samba já era, agora é funk do Rio, rapá! (hahaha!)

*Sugestão de Felipe

Set List

1- CSS Suxxx
2- Patins
3- Alala
4- Let's Make Love and Listen to Death from Above
5- Artbitch
6- Fuckoff Is Not the Only Thing You Have to Show
7- Meeting Paris Hilton
8- Off the Hook
9- Alcohol
10- Music Is My Hot Hot Sex
11- This Month, Day 10 This Month

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