Velvet Goldmine Soundtrack - Vários Artistas

Grande divulgador do Glam Rock, o filme Velvet Goldmine, além de ser um ótimo filme, é um daqueles detentores de ótima trilha sonora. Grandes bandas e músicos como Pulp, T.Rex, Teenage Fanclub, Roxy Music, Shudder to Think, Lou Reed e Brian Eno. Mas coisa que pouca gente sabe, é a presença do Wylde Rattz, o que podemos chamar de 'dream team' do alternativo/punk. Conta com a presença de Ron Asheton (dos Stooges), Thurston Moore e Steve Shelley (ambos do Sonic Youth), Mike Watt (Minutemen e atual baixista dos Stooges), Don Fleming (Gumball) e tem como vocalista nada mais, nada menos que Mark Arm do Mudhoney (embora na performance do filme ele não faça o vocal - feito pelo ator Ewan McGregor). Eles executam perfeitamente a música 'TV Eye' (Iggy and the Stooges). O Wylde Rattz não tem carreira feita, é apenas uma reunião de gênios, que se lançasse um disco, seria clássico, sem dúvida alguma. O disco conta também com a participação do Placebo cantando o hino do Glam, 20th Century Boy.

É uma ótima coletânea de clássicos, que pode ser apreciada através das ótimas 'The Whole Shebang' executada pelo Grant Lee Buffalo, e também a 'Ballad of Maxwell Demon', cantada e tocada pelo Shudder to Think, que também toca a ótima 'Hot One'. O Venus in Furs participa muito bem da coletânea com 5 faixas, e podem ser destacas as '2HB' e 'Ladytron'. E não poderia deixar de destacar a clássica 'Virginia Plain' do Roxy Music e a calma 'Diamond Meadows' do T.Rex.

A coletânea foi bem escolhida, bem elaborada. Mas não poderia deixar de notar a falta de um nome em tudo isso: David Bowie. Ele se recusou a ceder músicas de sua autoria, provavelmente porque o filme mostra algo 'anti-Bowie', com a ruína do cantor ilustrada no longa por Brian Slade (personagem que representa Bowie). Bem, fez muita falta, mas o que está nesse disco faz dele um dos melhores discos de trilha sonora do cinema.

Set List

1- Needles in the Camel's Eye - Brian Eno
2- Hot One - Shudder To Think
3- 20th Century Boy - Placebo
4- 2HB - Venus In Furs
5- T.V. Eye - Wylde Ratttz
6- Ballad of Maxwell Demon - Shudder To Think
7- The Whole Shebang - Grant Lee Buffalo
8- Ladytron - Venus In Furs
9- We Are the Boyz - Pulp
10- Virginia Plain - Roxy Music
11- Personality Crisis - Teenage Fanclub
12- Satellite of Love - Lou Reed
13- Diamond Meadows - T Rex
14- Bitter's End - Paul Kimble, Andy Mackay
15- Baby's on Fire - Venus In Furs
16- Bitter-Sweet - Venus In Furs
17- Velvet Spacetime - Carter Burwell
18- Tumbling Down - Venus In Furs
19- Make Me Smile (Come up and See Me) - Steve Harley

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Era Vulgaris - Queens of the Stone Age

O Stoner Rock do Queens of the Stone Age (ou QOTSA) cosntrói um dos melhores discos de rock de 2007. Sem melodias enjoativas e fracas (que mostra a decadência criativa do rock), o QOTSA é exceção nessa decadência toda. Com músicas que chegam ao karma das guitarras como 'Sick, Sick, Sick' a calmaria da 'Make it Wit Chu', nos remetendo ao velho rock de Eric Clapton com sua guitarra trabalhada, aquele blues desconcertante. Sim, o disco Era Vulgaris é versátil, agrada a todos os momentos que o fã passar. 'Into the Hollow' tem uma brincadeira com a guitarra, e tem uma bateria ao fundo, incessante, quase despercebida em meio a tantos solos. Cacete, seja lá o que eu escrever aqui, vai parecer óbvio demais. Confira também 'I'm Designer' (muito boa mesmo) e '3's & 7's' (clipe mais sensual de todos).

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Set List

1- Turnin' on the Screw
2- Sick, Sick, Sick
3- I'm Designer
4- Into the Hollow
5- Misfit Love
6- Battery Acid
7- Make It Wit Chu 50
8- 3's & 7's
9- Suture Up Your Future 4:37
10- River in the Road
11- Run, Pig, Run

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Entertainment - Gang of Four

Não há como deixar de disponibilizar esse disco. Pra mim, a melhor banda do pós-punk britânico. Influência pra todas essas bandas que estão fazendo seus nomes pelo mundo atualmente. Sem Gang of Four, não haveria Bloc Party, Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs e todos os 'hypes' que flutuam pelas rádios, iPods e etc. Jon King lidera a banda com seu vocal punk, dando a aparência de um manifesto musical. A bateria característica, estufada e descontrolada, dita desde 1979 o que viria nos próximos anos ou décadas. A guitarra cortante tem sincronia perfeita com o baixo... porra, é inexplicável. É o disco que você fica ouvindo, e falando: 'caralho, olha esse riff que foda!' ou 'puta, olha essa batera!'. Aquela sensação de quando compramos um disco novo. Foi assim que me senti quando ouvi pela primeira vez o Entertainment: não havia ouvido nada parecido. A pausa da bateria, preenchida pelo baixo... sim, o baixo é muito marcante, você ouve o baixo e fala: 'caraio, isso é Gang of Four'. Acho que em época onde tudo que se lança vira hype e 'inovação', ouvir esse disco abre seus olhos e mostra que o que é bom, foi inventado no fim da década de 70, quando quatro caras de Leeds resolveram lançar esse disco.

Ouça 'Ether' logo no início e viaje pelas faixas 'Damage Goods', 'Guns Before Butter' até chegar na chave de ouro que fecha o disco: 'Anthrax'. Disco histórico.

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Set List

1- Ether
2- Natural's Not in It
3- Not Great Men 4 Damaged Goods
5- Return the Gift
6- Guns Before Butter
7- I Found That Essence Rare
8- Glass
9- Contract
10- At Home He's a Tourist 3:30
11- 5.45
12- Anthrax

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Da Lama ao Caos - Chico Science & Nação Zumbi

Podendo ser incluído no hall de revoluções da música brasileira, como foi a bossa nova ou a tropicália, o manguebeat de Chico Science & Nação Zumbi foi a última revolução da música brasileira, fazendo a junção de elementos nordestinos, mais especificamente pernambucanos, como o maracatu ao som das guitarras do rock. Francisco de Assis França, vulgo Chico Science, escancarou ao povo brasileiro os problemas da nação, os expondo por meio de algo mais chamativo que um simples noticiário noturno, ou vozes de movimentos políticos que começavam a se formar no novo período democrático brasileiro.

Com certeza, Da Lama ao Caos está no panteão dos grandes discos nacionais, trazendo a genialidade de Chico e a banda que o acompnhava, a Nação Zumbi, que oferecia um leque imenso de influências para bandas que surgiriam posteriormente, como vemos hoje, Cordel do Fogo Encantado, Mombojó entre outros. Aquele sotaque recifense foi sendo assimilado pelo público e o ritmo da região foi bem aceito nas metrópoles. O povo dançava e ao mesmo tempo protestava. A Nação Zumbi criava então a fórmula da nova música brasileira, que substituía os clichês que apareciam como 'caranguejos' na lama (desculpem o trocadilho), com aquele som sofrido, misturando elementos do reggae ao rock, mistura que já se mostrava muito desgastada. Afinal, Chico já começa o disco em seu 'Monólogo ao Pé do Ouvido' dizendo: "modernizar o passado é uma evolução musical". Melhor introdução, impossível. Na cola, a próxima faixa 'Banditismo por uma Questão de Classe' aborda de forma magnifíca o impasse de nossa sociedade, com toda a criminalidade, os roubos e a putaria em geral. Bandistismo por questão de classe não quer expor que roubar seja um estilo, apenas confunde quem ouve. Ele denuncia (como muitos já o fizeram) que os roubos são frutos de uma luta injusta de classes, onde o pobre só se fode: 'e quem era inocente já virou bandido, pra poder comer um pedaço de pão todo fodido'. E pelos deuses, a percurssão dessa faixa é perfeita! O disco segue essa linha, falando sem pudor sobre as cagadas do governo contra a população, numa atmosfera sofrida, cheia de maracatu, xaxado, flertes com o forró sertanejo, todos eles acompanhados com guitarras distorcidas. Não tem como não gostar.

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Set List

1- Monologo Ao Pé Ado Ouvido
2- Banditismo Por Uma Questão de Classe
3- Rios, Pontes & Overdrives
4- A Cidade/Boa Noite Do Velho Faceta (Amor de Crianca)
5- A Praieira
6- Samba Makossa
7- Da Lama Ao Caos
8- Maracatu de Tiro Certeiro
9- Salustiano Song
10- Antene-Se
11- Risoflora
12- Lixo Do Mangue
13- Computadores Fazem Arte
14- Coco Dub (Afrociberdelia)

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Our Love to Admire - Interpol

Eles não mudaram nada. E o Interpol fez bem. Como diz o ditado 'em time que está ganhando, não se mexe', a banda mantém sua estabilidade, as letras, o ar sombrio que os caracteriza. O compasso da bateria permanece, a guitarra com seus riffs memoráveis e o baixo continua pesado. Muita gente reclama da falta de inovação, mas acredito que em muitos casos, é bom manter a fórmula do sucesso (enquanto ela é aceitável) até que algumas alterações sejam introduzidas. O Interpol é uma banda brilhante, conta com grandes mentes criadoras. Tem uma bagagem de experiência bem grande para uma banda de nossa década. Sem contar suas influências, que são das melhores. Não deixe de ouvir as belas Scale, Heinrich Maneuver, Mammoth e Rest my Chemistry.

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Set List

1- Pioneer to the Falls
2- No I in Threesome
3- The Scale
4- The Heinrich Maneuver
5- Mammoth
6- Pace Is the Trick
7- All Fired Up
8- Rest My Chemistry
9- Who Do You Think?
10- Wrecking Ball
11- The Lighthouse

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The Eraser - Thom Yorke

Com elementos eletrônicos semelhantes ao disco Ok Computer do Radiohead, Thom Yorke (para quem não sabe ou não lembra, o vocalista do Radiohead), não muda muito do estilo de sua banda. Sua carreira solo, acredito eu, é alguma espécie de aquecimento para ó próximo disco de sua banda (que deve sair ainda esse ano). Mesmo assim, vale a pena ouvir o disco. Um piano despretencioso, acompanhado daquela batida eletrônica parecida com a da música Idioteque. A voz aguda do cantor, suave se apropria diversas vezes da harmonia geral da música. E embora não haja nenhuma inovação, existe um detalhe: é Thom Yorke.

Set List


1- The Eraser
2- Analyse
3- The Clock
4- Black Swan
5- Skip Divided
6- Atoms for Peace
7- And It Rained All Night
8- Harrowdown Hill
9- Cymbal Rush

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What's Going On - Marvin Gaye

Sem dúvidas, o disco mais aclamado do soul. A crítica fez desse trabalho de Marvin Gaye uma lenda das muitas que saíam da Motown dos anos 70. Esqueça a sensualidade de Let's Get it On. What's Going On é um desabafo, é aquela pergunta que todos faziam em meio à tanta violência, a tanta guerra, descaso com o planeta, pobreza entre outras pragas apocalípticas que assolavam os EUA naquela época (e até hoje assolam). Por isso o disco se mantém atual, abordando temas que nunca saem da pauta, mas que hoje em dia são mais urgentes, principalmente o caso da ecologia. E na faixa Mercy Mercy Me (The Ecology), Gaye mostra a preocupação com o planeta, com os abusos cometido pelo ser humano, como a radiação, a proliferação de mercúrio nos mares, a poluição. Esses abusos são denuciados em meio ao pedido de misericórdia que fica tão belo na voz dele. Em Save the Children, Gaye canta o amor às crianças, a preocupação com elas, que são as sementes do futuro, a próxima geração. Mas dá pra notar que o canto é feito em agonia, pois há uma pitada de decepção, como se Deus estivesse cantando, olhando para aquilo que ele criou. A faixa que dá título ao disco exibe um artista intrigado, que não escreveu para vender, mas escreveu porque estava ciente do poder de alcance de sua voz pelo mundo. Ele transmitiu essa dúvida (o que está acontecendo?) para todos no mundo. Uma música que simbolizou bem o caos social da época e foi escolhida para simbolizar o medo e incerteza que estava na mente dos americanos após o atentado do 11/09 às torres gêmeas, afinal, lembram quando um monte de artista se reuniu pra cantar essa música?

Gaye é livre em seu canto, canta o que o coração manda. Ele indica o caos, mas indica a saída, a luz no fim do túnel: o amor. Independente do que ele signifique para cada um dos ouvintes do disco, para Gaye, o amor bania a agonia de uma geração. Para o religioso Marvin Gaye, Deus é o amor. Independente do que seja amor, seja Deus, diabo, sexo, amigos, asa-delta, pirocóptero, peru de natal, esse disco acaba nos convencendo, por 36 minutos, que o amor realmente é a solução.

Set List

1- What's Going On
2- What's Happening Brother
3- Flyin' High (In the Friendly Sky)
4- Save the Children
5- God Is Love
6- Mercy Mercy Me (The Ecology)
7- Right On
8- Wholy Holy
9- Inner City Blues (Make Me Wanna Holler)

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So Divided - ...And You Will Know Us by the Trail of Dead

Esquece a idéia de entender o nome 'pequeno' dessa banda. Chame apenas de Trail of Dead. Formada em 1994, esses veteranos do indie rock americano, saíram de Austin, no Texas (grande celeiro de bandas) para conquistar o público nos EUA inteiro e logo depois outros países, como os europeus. Começaram com músicas pesadas, com guitarras e vocais rasgados e pesados. Ao passar do tempo foram experimentando novos sons, novas misturas. Eles contam com a distorção do Sonic Youth, com solos parecidos com o que J. Mascis faz no Dinosaur Jr. e têm a construção de melodias que o Television tinha. Com tudo isso, não há como esperar pouca coisa. E se você não quiser considerar influências, fique tranqüilo: eles fazem um som deles, um som característico, inconfundível.

O disco que disponibilizo é o último deles, aclamado pela crítica e pelo público. Se você nunca ouviu o som deles, não custa nada baixar esse disco, que vai com certeza, ocupar seu iPod, Mp3, PC ou seja lá o que for. Com melodias que contam com cobertura instrumental de primeira (flertando com a new wave e pós punk), o Trail of Dead faz de So Divided um disco perfeito, tão bem trabalhado como o Words Apart (disco anterior). Ainda conta com um genial cover do Guided by Voices (Gold Heart Mountain Top Queen Directory) e a dançante 'Stand in Silence', que reveza entre o rock frenético e a calma da música russa, que interrompe por um tempo a empolgação da música. A 'Eight Day Hell' garante bons momentos com esse disco com sua melodia que no começo, lhe faz lembrar os Beatles. Vai por mim, é disco de qualidade, e não custa nada clicar no link pra baixar!

SET LIST

1- Intro: A Song of Fire and Wine
2- Stand in Silence
3- Wasted State of Mind
4- Naked Sun
5- Gold Heart Mountain Top Queen Directory
6- So Divided
7- Life
8- Eight Days of Hell
9- Witch's Web
10- Segue: Sunken Dreams
11- Sunken Dreams

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Beyond - Dinosaur Jr.

Na minha opinião, a reunião de banda mais célebre de 2007, ano em que bandas como Police, Smashing Pumpkins, Jesus and Mary Chain, Rage Against the Machine entre outras grandes bandas se reuniram. O Dinosaur Jr. vem com formação original, que não tinha desde 1989 quando o incrível Lou Barlow saiu do baixo da banda. Em 2007, finalmente, para alegria de todos os fãs (inclusive quem vos escreve), J. Mascis, Lou Barlow e Murph estão de volta, sem decepcionar. O disco é poderoso, trazendo a ânsia de solos de J. Mascis (vide a faixa 3 - 'Pick Me Up'), o baixo bem coordenado e a bateria peculiar da banda. A banda que levou a arte do solo de guitarra ao rock alternativo continua com essa mesma guitarra, do jeito que a gente sempre gostou: rasgada e distorcida. As melodias se misturam em meio as camadas de guitarra de J. Mascis que se sobrepoem incessantemente e sua voz manhosa e preguiçosa, dão característica única ao som do Dinosaur Jr. As faixas destaques, além da 3 que relacionei acima, são 'Almost Ready', 'Back To Your Heart' e 'What If I Knew'

SET LIST


1- Almost Ready
2- Crumble
3- Pick Me Up
4- Back to Your Heart
5- This Is All I Came to Do
6- Been There All the Time
7- It's Me
8- We're Not Alone
9- I Got Lost
10- Lightning Bulb
11- What If I Knew

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Twilight of the Innocents - Ash

Essa banda da Irlanda do Norte foi considerada brit-pop e você pode até ouvir isso da boca de um amigo, mas a verdade é que eles têm uma pegada mais punk, ou melhor, pop-punk. Seguem a linha do Undertones, lembram? Aquela banda de punk também da Irlanda do Norte? Então, até o vocal do vocalista do Ash é agudo como o de Feargal Sharkey. Esse novo disco tem a mesma pancadaria do último disco Meltdown, mas com alguns elementos eletrônicos semelhantes aos do último disco do Muse, como você poderá notar na ótima 'You Can't Have it All'. A intenção pop é localizada na dançante 'Blacklisted'. E logo em seguida já diminui a locomotiva sonora trazendo uma cadenciada 'Polaris'. A faixa 'End of the World' já trás um som diferente, mas nada de flertar com mudanças drásticas, é apenas um experimento. Os solos peculiares continuam nesta faixa, apenas uma batida mais marcada é apresentada. Enfim, o Ash mantém suas características e suas influências. Ótimo disco pra baixar!

Set List

1- I Started a Fire
2- You Can't Have It All
3- Blacklisted
4- Polaris
5- Palace of Excess
6- End of the World
7- Ritual
8- Shadows
9- Princess Six
10- Dark and Stormy
11- Shattered Glass
12- Twilight of the Innocents

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You're a Woman, I'm a Machine - Death from Above 1979

Caótico! O som dessa dupla canadense é caótico. Embora você pense que havia um guitarrista, a dupla era formada por um baixista e um baterista... nada de guitarrista. E como explicar a guitarra? Já ouviu falar em sintetizador? Então, era disso que se valia Jesse F. Keelerno para fazer o som da guitarra (ele é o baixista). Sebastien Grainger é o vocalista é também o baterista. E dessa formação estranha, sairam grandes sons nos 6 anos de atividade da dupla. Fazendo um som que misturava o punk com o disco e tudo isso com uma camada de eletro. Não tem como dançar ou fazer um air guitar ao ouvir o som dos caras. You're a Woman, I'm a Machine é o único disco lançado (2004) e tem as melhores pérolas da curta carreira deles. Começa pesado com 'Turn it Out' e já é seguida pela ótima e dançante 'Romantic Rights'. O sintetizador no começo é muito pesado, marcando um ritmo forte, comparável à uma serra cortando. E pra não ficar falando muito, ouça a 'Black History Month', que tem a melhor melodia, e a melhor letra do disco:

Hold on, hold on, children
Your mother and father, are leaving

Sofrido, né? Mas a música é muito foda, grudenta.

Vai por mim, Death from Above 1979, infelizmente acabou, mas deixaram um ótimo legado e referência para novas bandas, de como fazer do caos algo extremamente dançante e atraente.

SET LIST

1- Turn It Out
2- Romantic Rights
3- Going Steady
4- Go Home, Get Down
5- Blood on Our Hands
6- Black History Month
7- Little Girl
8- Cold War
9- You're a Woman, I'm a Machine
10- Pull Out
11- Sexy Results

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Gypsy Punks: Underdog World Strike - Gogol Bordello

Imagine a cena: um monte de ciganos reunidos... cantando e dançando. Até aí, nada de novo. Mas esqueça aquelas tradições musicais dos ciganos e imagine os mesmos dançando punk. Aí forcei a barra, né? Mas não é que existe essa mistura? Os responsáveis são o Gogol Bordello, banda formada em sua maioria por imigrantes ucranianos que foram para os EUA. E foi em Nova Iorque que a banda nasceu e desenvolveu tamanha junção, afinal, eles estavam no berço do punk rock e só faltava uma mente tão criativa como a de Eugene Hütz para que o novo som surgisse. Eugene é um vocalista de voz potente e conta com grande carisma. Sua aparência lembra o filme Gangues de Nova Iorque, com aquele bigode cuidadosamente comprido e as roupas não fogem muito à época do filme citado.

O som do disco Gypsy Punks: Underdog World Strike é incrível por se diferenciar de tudo que você já ouviu. Sabe aquela música de cabaré? Misture com rock! Não lembro de precedentes em relação ao 'punk cigano', sendo o Gogol Bordello o pioneiro nessa nova vertente do rock. Para você ter uma idéia aproximada, imagine se o The Clash fosse cigano. É quase isso! Acordeon, violino misturados com guitarra, uma bateria violenta e um baixo rápido que persegue a guitarra frenéticamente. Tudo isso com o inconfundível sotaque de Eugene. O disco começa com a canção 'Sally', que conta no começo com alternações de canais: em um canal o violino toca, aí no outro aparece o acordeon, Eugene começa cantarolando e quando notamos, a bateria e todo o intrumental está incendiando nossos ouvidos. A letra é uma atração à parte. Maluca como você pode ver:

Sally was a fifteen year old girl from Nebraska
Gypsies were passing through her little town
They dropped something on the road, she picked it up...
And cultural revolution right away begun!
Oh no! Cultural revolution just begun!
Oh no! Cultural revolution just begun!

Sally era uma garota de 15 anos lá do Nebraska
Ciganos estavam passando por sua pequena cidade
Eles deixaram cair alguma coisa na estrada, ela pegou essa coisa
E a revolução cultural estava começando!
Oh não! A revolução cultural começou!
Oh não! A revolução cultural começou!

Além de ter forte influência cigana no som, não deixam sua tradição pra trás, citando diversas referências à cultura cigana também. A ótima 'Immigrant Punk' conta a vida do imigrante que sofre com a falta de cidadania americana. O auge da música é quando Eugene canta:

Legalize me! Realize me! Party!
E após ele conclamar a 'festa', começa um pop cigano, com batidas eletronicas e rajadas de violinos por todos os cantos. A mais comportada (que não quer dizer calma) 'Start Wearing Purple' tem um ritmo marcado, contagiante e vem com uma promessa no mínimo curiosa:

All your sanity and wits, they will all vanish
I promise, it's just a matter of time...

Todas as suas sanidades e sagacidades serão banidas
Eu prometo, é só uma questão de tempo

Quem vai entender? Mas o legal é o sotaque dele quando fala 'matter of time'. E claro, não poderia deixar de destacar a faixa 6, '60 Revolutions', que vem com um som 'urgente', compatível com a letra: "60 Revolutions per minute, this is my regular speed" (60 revoluções por minuto, essa é minha velocidade regular). Sem contar que nessa música, Eugene canta em espanhol, com ótima pronuncia e o refrão vem com guitarra pesada, enchendo de fúria o ambiente.
Diabos, com certeza uma das mais proeminentes bandas da nova geração, até porque tocam algo novo. Alcançam popularidade aos poucos, mas o que dizem é que eles fizeram o melhor show do Coachella 07. O show dos caras é muito bom, com integração total com os fãs, entram no meio, conclamando a massa a cantar junto, como revolucionários soviéticos. É uma banda que você deve prestar atenção. Em breve colocarei o primeiro e o terceiro disco deles (este lançado nesse ano e aclamado pela crítica também).

p.s.: dividi o disco em duas partes pois o Rapidshare não aceita arquivos maiores que 100MB.

Set List

1- Sally
2- I Would Never Wanna Be Young Again
3- Not a Crime
4- Immigrant Punk
5- 60 Revolutions
6- Avenue B
7- Dogs Were Barking
8- Oh No
9- Start Wearing Purple
10- Think Locally Fuck Globally
11- Underdog World Strike
12- Illumination
13- Santa Marinella
14- Undestructable
15- Mishto!

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Transformer - Lou Reed

Lançado em 1972, Transformer é o segundo disco da carreira solo do poeta urbano Lou Reed. Após grande prestígio no Velvet Underground, onde revolucionou a arte de escrever letras, fazendo do rock algo adulto, sujo, urbano, Lou Reed começou uma carreira que se tornou muito bem sucedida e se consolidou como um dos maiores poetas do rock, junto a Neil Young, Bob Dylan entre outros nomes. Nesse disco podemos listar pelo menos 4 grandes hits que fazem a cabeça de qualquer fã de rock: Vicious, Perfect Day, Walk on the Wild Side e Satellite of Love. E os destaques não fogem disso, se você ouvir essas quatro canções, vai compreender a genialidade de Lou Reed. Mas não ignore as outras, todas têm o seu brilho, inclusive a Make Up, singela e simples, fala sobre uma mulher vaidosa, com seus cuidados na maquiagem entre outros trejeitos.

Set List

1- Vicious
2- Andy's Chest
3- Perfect Day
4- Hangin' 'Round
5- Walk on the Wild Side
6- Make Up
7- Satellite of Love
8- Wagon Wheel
9- New York Telephone Conversation
10- I'm So Free
11- Goodnight Ladies


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King's Ransom: Happy Motherfuckers and Sad Clowns - Guided by Voices

Gravação de show que não faço a mínima idéia de onde possa ter acontecido... nem quando! Mas o que vale é que além de grandes sucessos como I am Scientists, Watch me Jumpstar, Goldheart Mountaintop Queen Directory, Teenage FBI, também tem covers como Ziggy Stardust (David Bowie), Highway to Hell (AC/DC), Wild Horses (Rolling Stones), Baba O'Riley (The Who), I am the Walrus (Beatles)... músicas que você ouviu na voz de Bob Pollard. São 38 faixas de puro rock, no estilo Lo-Fi, mas muitop bem gravado.

Não há um set list exato para esse 'disco', até porque não há 'disco' lançado. Trata-se apenas de uma gravação de show.


p.s.: tive que criar a capa porque não achei nem no site deles, nem no Google, nem no All Music.

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Pet Sounds - Beach Boys

Sem dúvida, um dos 10 melhores discos. A paranóia de Brian Wilson em superar os Beatles. A luta de John e Paul contra Brian... covardia? Não... Brian ganhou! Afinal, Paul McCarthney assumiu: Pet Sounds é o melhor disco já feito. A abertura é perfeita: 'Wouldn't It Be Nice', romântica mas sem farofa... não tão romântica quanto a 'God Only Know' obra histórica de vocal, onde o backing vocal é valorizado criando novo ambiente para a música. Sem contar a letra... linda. 'I Know There's an Answer' mostra como parece fácil para Brian Wilson criar melodias retumbantes. Outro clássico, 'Sloop John B' tem a voz de Carl Wilson implorando 'I want to go home', sem contar a harmonia dos vocais, impossível de explicar. Só baixando mesmo.

Set List

1- Wouldn't It Be Nice
2- You Still Believe in Me
3- That's Not Me
4- Don't Talk (Put Your Head on My Shoulder)
5- I'm Waiting for the Day
6- Let's Go Away for Awhile
7- Sloop John B
8- God Only Knows
9- I Know There's an Answer
10- Here Today
11- I Just Wasn't Made for These Times
12- Pet Sounds
13- Caroline No
14- Unreleased Backgrounds (extra)
15- Hang on to your Ego (extra)

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Isolation Drills - Guided by Voices

Se você quer conhecer Guided by Voices e não quer se deparar com gravações essencialmente Lo-Fi, baixe o Isolation Drills. Uma pegada mais pop, porém sem abandonar as raízes do indie rock dos anos 90. Ouça com atenção Cheasing Heather Crazy e Glad Girls: são dançantes e grudentas. Skills Like This é mais rock, com guitarra carregada desde o início. Want One tem uma melodia bem construída e conta com assobios descordenados. Isolation Drills é um ótimo disco, dessa que é minha banda do coração.

Set List

1 Fair Touching
2 Skills Like This
3 Chasing Heather Crazy
4 Frostman
5 Twilight Campfighter
6 Sister I Need Wine
7 Want One?
8 The Enemy
9 Unspirited
10 Glad Girls
11 Run Wild
12 Pivotal Film
13 How's My Drinking?
14 The Brides Have Hit Glass
15 Fine to See You
16 Privately


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Blocked Numbers e Outgoing Behavior - Crystal Skulls


Banda de Seatlle, formada em 2003, o Crystal Skulls conta com músicas calmas, com a voz suave de Cristian Wargo, com a guitarra muito bem tocada (sem preguiça e lembra o estilo do Built to Spill), baixo evidente, bateria branda e alguns pequenos elementros eletronicos dão a característica geral ao som deles.

Blocked Numbers, diz a crítica, é inferior ao mais recente Outgoing Behavior. Mas na minha opinião (talvez porque eu tenha conhecido a banda com o Blocked) o primeiro é superior.

Do Blocked Numbers, os destaques são 'Airport Motels', 'Hussy' e 'Every Little Bit'. Do Outgoing Behavior posso indicar 'Outgoing Behavior', 'Baby Boy' e 'The Cosmic Door'.

SET LIST

Blocked Numbers


1- Airport Motels
2- Hussy
3- Beat Me to It
4- Every Little Bit
5- Count Your Gold
6- No Room for Change
7- Weak Spot
8- Hard Party
9- Locked Down
10- Away from Home

Outgoing Behavior

1- Outgoing Behavior
2- Baby Boy
3- Move Me Alright
4- The Cosmic Door
5- Heavy Sleeper
6- Treat It Well
7- Brigantine Castles
8- Just Like You Want
9- The Hold Up
10- Hey, It's Easy
11- Sedate & Satisfied


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I Am Kloot - I Am Kloot

Esse trio de Manchester alterna músicas depressivas como 'From Your Favourite Sky' com músicas calmas, relaxantes como 'Untitled #1'. E a complexa e tensa 'Life in a Day' (inverso da música dos Beatles 'A Day in Life') vale a pena ouvir. Música madura e bem elaborada. A pegada de jazz de 'A Strange Arrangement Of Colour' dá um toque especial ao disco.

Set List

1- Untitled #1
2- From Your Favourite Sky
3- Life in a Day
4- Here for the World
5- A Strange
6- Cuckoo
7- Mermaids
8- Proof
9- Sold as Seen
10- Not a Reasonable Man
11- 3 Feet Tall
12- The Same Deep Water as Me

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Preguiça leva Felipe Pipoko a resumir textos

Isso mesmo. Tô com preguiça de escrever resenhas... de boa, se eu ficar 'upando' discos e escrevendo resenhas dos mesmos, vou colocar poucos discos e o objetivo não é ler e sim baixar. É ou não é? Apenas deixarei as faixas que recomendo.

E antes que você me pergunte, não vou copiar resenha de outros sites: é feio fazer isso.

Dare to be Surprise - Folk Implosion

Falar que Lou Barlow (Dinosaur Jr, Sebadoh) é uma das mentes mais brilhantes do rock não é exagero. Quando ele saiu do baixo do Dinosaur Jr. (1989), muita gente podia pensar: xiiii... não há muito horizonte pra um baixista que sai de uma banda, ou seja, Lou Barlow está liquidado. E é aí que o desinformado se engana. Lou Barlow tem um potencial, uma fonte de criatividade inesgotável. Ele tinha um projeto paralelo, criado em 1987, o Sebadoh. E com o Sebadoh ele simplesmente 'arregaçou', fazendo dessa banda uma das pioneiras no Lo-Fi e um dos pilares do rock alternativo, junto à Pavement, Guided by Voices entre outros.

E paralelo ao Sebadoh, Lou Barlow criou o Folk Implosion. Com um som bem diferente do Sebadoh ou Dinosaur Jr, eles começaram a ter maior aceitação do público, principalmente com o single 'Natural One', que fez parte do estranho filme 'Kids'. O sucesso desse single era imprevisto e deu maior projeção à banda. E no embalo desse sucesso, eles fizeram Dare to be Surprise. Esse disco é a concepção de Lou Barlow do que é o 'pop'. Uma concepção perfeita, diga-se de passagem. Com batidas pausadas e lentas, o disco se apropria de uma sensualidade, principalmente se você considerar os arranjos da canção 'Burning Paper'. Mas o disco tem 'Pole Position', que tem um ritmo mais acelerado mas mantém a característica da pegada da bateria. E falando em bateria, observe o início de 'Checking In', começando com batidas lentas em mono e de repente, vira estéreo, num compasso perfeito.

Esse disco é fácil de escutar, não há com o que se decepcionar. Do mais velho rockeiro alternativo ao mais novo ouvinte ocasional, não há como desprezar tamanho tesouro.

Set List

1- Pole Position
2- Wide Web
3- Insinuation
4- Barricade
5- That's the Trick
6- Checking In
7- Cold Night
8- Park Dub
9- Burning Paper
10- (Blank Paper)
11- Ball & Chain
12- Fall into November
13- Dare to Be Surprised
14- River Devotion


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The Greatest - Cat Power

Aproveitando a expectativa da vinda de Cat Power ao Brasil para o Tim Festival, aproveito pra colocar o último disco que Chan Marshall lançou, em 2006. O The Greatest é recheado de ótimas músicas, com um fundo mais calmo, mais reflexivo. E mais fácil de ouvir. O Moon Pix por exemplo, era mais difícil de entender, os arranjos eram mais complexos e por mais que a voz suave dela desse a característica principal do disco, a canção de faz com voz e instrumentos. Meu Deus do céu, o Moon Pix é um clássico intocável, mas para o povão, é difícil de compreender. O disco You Are Free já é mais pop, contou com aquele clip foda gravado na Colômbia, da música 'He War'. Sem contar que quem ouviu a canção 'Free', adorou.

'The Greatest', a faixa que abre o disco de mesmo nome é delicada como a vida é. Mostra como os nossos desejos e ambições podem ser destroçadas pela vida, que é delicada e ao mesmo feroz. Como os arranjos são trabalhados, com violinos e o caralho a quatro! A serenidade de 'Lived in Bars' é aliada a natureza controversa da cantora, quando ela canta o verso "The light and the dark of the innocent of men". e nessa música é impossível não se deliciar com o trompete que saltita ao nosso redor e nos abraça e nos acalma. A faixa 4, 'Could We' é sensual na voz da cantora, tem uma levada sensual e a letra é intimista, afinal, quem resiste à isso:

Could we
Take a walk
Could we
Have us a talk alone
In the afternoon

Tentador demais vindo de uma voz tão rouca... O New York Times arriscou ao afirmar que esse é o melhor trabalho dela em toda sua carreira. Não acredito que possa ser tão fácil taxá-lo como o melhor, ou como diz o nome 'the greatest'... mas como podemos negar, quando falamos da Cat Power, mulher que faz cada trabalho para que seja o melhor? Acredito que o nome do disco é intencional. Não é?

SET LIST

1- The Greatest
2- Living Proof
3- Lived in Bars
4- Could We
5- Empty Shell
6- Willie
7- Where Is My Love
8- The Moon
9- Islands
10- After It All
11- Hate
12- Love & Communication


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Robbers and Cowards - Cold War Kids

Na minha opinião, é o melhor disco do ano de 2006. Robbers and Cowards é o primeiro disco dessa revelação indiscutível: o Cold War Kids. Formados em 2004 em Fullerton, cidade da Califórnia, essa banda não fala nada sobre política exterior americana, e nem utiliza da atmosfera sombria da guerra fria que o Bauhaus usou. As letras falam de fracassos familiares, ladrões baratos, a vida numa cama de hospital. Nada de "amo você", "você é tudo pra mim", aqui é realidade até o último verso. O instrumental é em muitos momentos dançantes, como a canção 'Hang me Up to Dry' ou 'Tell me in the Morning'. O piano marca a melancolia de 'Hospital Bed' ou a dura realidade de 'We Used to Vacation'.

Para saber mais sobre a banda, visite o Rock Town!

SET LIST

1- We Used to Vacation
2- Hang Me Up to Dry
3- Tell Me in the Morning
4- Hair Down
5- Passing the Hat
6- Saint John
7- Robbers
8- Hospital Beds
9- Pregnant
10- Red Wine, Success!
11- God, Make Up Your Mind
12- Rubidoux

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Excellent Italian Grayhound - Shellac

É incrível como o Shellac não muda. E isso é bom, muito bom. É incrível como o experimentalismo, por mais que esteja afiadíssimo, continua seguindo a mesma linha, desbravando nova musicalidade, novos ambientes musicais. Excellent Italian Grayhound explora todo o caos das mentes de Steve Albini, Bob Weston e Todd Trainer. Os berros de Albini, que entoam as letras magníficas do disco se entrelaçam com as pancadas firmes da bateria de Trainer e as imponentes dedilhadas de baixo de Weston cobrem o som com a sensação do medo, da euforia coletiva... Shellac é isso. E nunca deixou de ser isso.

Eu estava comentando com um amigo, o Ulisses Barbosa, sobre o experimentalismo do Shellac, e ele me disse:

- Experimentar qualquer um consegue, porém o nível de experimentalismo que o Shellac tem é foda demais de alcançar.

Eu concordei plenamente e acrescentei:

- O Shellac está para o rock como o free jazz está para o jazz.

Ulisses concordou e simplesmente não havia muito mais a ser dito. Afinal, comentar sobre o Shellac é superficial, ouvir é a principal coisa que você pode fazer para conhecê-los mais.

O disco começa com a frenética e interessante 'The End Of Radio' que em meio a letra, fala de aspectos técnicos do som dizendo "This microfone turns sound into electricity", e traz vocais desleixados que disparam "I got 5.000 watts of time" e berros como "THIS IS A REALLY GODDAMN EMERGENCY!" Tudo isso com uma guitarra que teima em manter apenas duas notas em toda a música. Independente do desempenho da bateria e do baixo. Realmente já virou clássica. Ouça a 'Steady as She Goes', brilhante na pegada inicial, com a guitarra de Albini vindo pra cima, te chamando para o conflito, para o impacto. Se você fugir é um cuzão, e se enfrentar, prepare-se: seja forte. Você acha exagero? Estou apenas tentando escrever, expressar o que é ouvir Shellac. 'Genuine Lulabelle' brinca como o tempo (ela tem mais de 9 minutos) , com o silêncio, com diálogos e claro, com os instrumentos e berros. A breve 'Spoke' começa com a pegada rockabilly até que Albini diz "Let the Drum!". E aí a batera come solta, vindo em seguida baixo e guitarra, os berros continuam acompanhados pela bateria. E se você acha que não há calma nesse disco, ouça 'Kittypants', com sua guitarra mais comportada.

É, meu povo. Trata-se de outro disco do Shellac of North America, do mesmo nível dos outros, sendo impossível haver alguma comparação com os anteriores. Afinal, o Shellac não muda e isso é bom, muito bom.

SET LIST

1- The End of Radio
2- Steady as She Goes
3- Be Prepared
4- Elephant
5- Genuine Lulabelle
6- Kittypants
7- Boycott
8- Paco
9- Spoke


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Salamander - Doug Gillard

Muitos são os trabalhos solo, de integrantes de bandas lendárias, que merecem destaque. Thom Yorke (Radiohead), Bob Mould (Hüsker Dü), Thurston Moore (Sonic Youth), Bob Pollard (Guided by Voices), Lou Barlow (Dinosaur Jr, Sebadoh) , Jarvis Cocker (Pulp) entre outros grandes nomes do rock. Mas se você incluir o nome de Doug Gillard (ex-guitarrista do extinto Guided by Voices), não pense ser um exagero.

É genial. A pegada do violão dá um ar pop ao disco, mas nada que coloque máscara. O som é sincero. Parece uma sessão sem compromisso, mas muito bem produzida. São músicas de fácil aceitação como 'Valpolicella', de ótima construção vocal como the 'Cape and the Bay' e a '(But) I See Something', canção parecida com as baladas dos anos 60 que infestavam os bailes de escolas pelo mundo afora. A guitarra suave e elaborada não perde as características do alternativo dos anos 90, como podemos ouvir em 'Wait for You'. O clima da 'Symbols, Signs', palhetada da guitarra em meio à força do baixo e da bateria, o passeio vocal, tudo se mistura... é realmente genial. A voz dele é perfeita e te faz pensar: "o que um cara desse estava fazendo tocando apenas guitarra no Guided by Voices?"... ou: "ele deveria liderar uma banda!" (cabe ressaltar que não falo do GBV, afinal, Bob Pollard é foda). E falando em Bob Pollard, eles têm um disco juntos, a dupla, tocando ótimas canções, que disponibilizarei logo logo. E voltando ao assunto, ouça bem a 'Drip Nose Boy', que gruda em sua cabeça com todos aqueles 'wow-wows'... sem contar o começo dessa faixa, que parece um 'Boys don't Cry' do Cure, mas muda totalmente, se transformando numa criação original.

Tá vendo? Esse disco foi covardia, tive destacar quase todas as canções! Vai por mim, é coisa fina e com certeza vai ter neguinho ouvindo esse disco o dia inteiro.

SET LIST

1- Valpolicella
2- Wait for You
3- Going Back (To You)
4- Present
5- Momma
6- Me & The Wild
7- Give Me Something
8- Blockout
9- Symbols, Signs
10- Landmarks (In My Mind)
11- Fate, Say It Again
12- Drip-Nose Boy
13- The Cape and Bay
14- (But) I See Something


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Can't Stand the Rezillos - Rezillos

Mudando totalmente o ritmo dos nossos downloads, os Rezillos foram uma banda escocesa de punk, formada em 1976 e que teve uma carreira meteórica, durando apenas até o ano de 1978 (hoje em dia estão novamente no páreo). Com duração de carreira semelhante a dos Sex Pistols, eles não marcaram tanto quanto a banda de Johnny Rotten, mas com certeza escreveram seus nomes no hall da fama do punk. Com dois vocalistas, Eugene Reynolds e Fay Fife, eles inovaram ao alternarem os vocais nas treze faixas do seu único disco 'Can't Stand the Rezillos'.

Vale a pena ouvir a faixa 4, 'Top of Pops', que por ironia (vide o nome) entrou no TOP 20 da Inglaterra. A voz de Fay Fide é brilhante e se ajusta perfeitamente à euforia punk. Talvez a mais conhecida seja a 'Somebody's Gonna Get Their Head Kicked In', afinal, ela faz parte da trilha sonora do filme Jackass. A é melodia explosiva e o vocal rasgado e agressivo de Eugene Reynolds, também é um grande destaque.

Set List

1- Flying Saucer Attack
2- No Callis
3- Somebody's Gonna Get Their Head Kicked in Tonight
4- Top of the Pops
5- 2000 A.D.
6- It Gets Me
7- I Can't Stand My Baby
8- Glad All Over
9- (My Baby Does) Good Sculptures
10- I Like It
11- Getting Me Down
12- Cold Wars
13- Bad Guy Reaction


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Old Louis - Louis Armstrong

Essa compilação eu criei com alguns clássicos e outras canções que não deixam de ser lindas. Destacaria a canção 'That Lucky Old Sun', de gravação precária e sofrida, e de letra mais sofrida ainda, nos remetendo à época das colheitas de algodão nos campos do sul dos EUA, quando os negros, embora tivessem conquistado a abolição da escravatura, continuavam sofrendo com baixíssimos salários e muitíssimo trabalho. É uma lamentação que expressa o drama da época, é de partir o coração ouvir Louis cantando:

Up in the mornin'
Out on the job
Work like the devil for my pay
But that lucky old sun got nothin' to do
But roll around heaven all day.

Bem de manhã
Saio para trabalhar
Trabalho como o diabo para ser pago
Mas esse velho e sortudo sol não tem nada pra fazer
A não ser vagar pelo céu o dia inteiro

O trabalhador sofre tanto ao ponto de invejar o sol, que o molesta com seu calor. E o coral que enche a atmosfera de harmonia vocal é de deixar o ouvinte estático.

E claro, existem outros destaques como What a Wonderful World, Moon River, Dream a Little Dream, La Vie en Rose entre outros clássico.
A compilação Old Louis foi feita por mim, por isso não segue uma ordem de faixas, logo não tem set list.


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