She Wants Revenge - She Wants Revenge

Justin Warfield e Adam Bravin são dois DJs multi-instrumentalistas, que se uniram para lançar um projeto post-punk baseado em sintetizadores, como nos anos 80. A comparação mais óbvia é com o Interpol, mas nãe é exagero, parece mesmo. O vocal é o fator mais semelhante, mas a estrutura das músicas não são muito diferentes. O fato é que a influência mais comum dessas bandas de post-punk é o Joy Division, seja no compasso da bateria ou no vocal sombrio, sempre tentando fazer soar como um Ian Curtis. Tanto Justin Warfield como Paul Banks (vocalista do Interpol) chegam perto, mas não têm a depressão, a angústia que davam originalidade e peculiaridade à voz do vocalista do Joy Division. Existem elementos que sempre vão faltar neles, embora seja muito bom ouví-los, esse é o timbre vocal que mais se identifica com o ambiente post-punk, com as batidas estáveis e contínuas, guitarra tocada com intensidade, o baixo tão tenebroso quanto as batidas, que embora sejam mais vívidas, coordenam os acordes do baixo com a melancolia de sua repetição. Em alguns momentos o She Wants Revenge soa como Depeche Mode e em outros, soa como o rock gótico do Bauhaus.

O disco que leva o nome da 'banda' foi lançado no início de 2006 e claro que choveram as comparações com o Interpol (como citei acima). Querendo ou não, foi uma divulgação gratuita, afinal, os fãs de rock ficaram curiosos com o novo som. Não foi de decepcionar. 'Red Flags And Long Nights' abre o disco deixando clara uma das principais propostas do disco: explorar batidas, integrá-las ao som da guitarra e do baixo e fazer com que toda essa harmonia se ajuste a voz triste de Justin. O refrão é convidativo e ao mesmo tempo repele:

You can occupy my every sigh
You can rent a space inside my mind
At least until the price becomes too high


Com batidas que dominaram o pop dos anos 80, 'These Things' é um dos destaques. Graças ao refrão que repete "It's cause of this things, it's cause of this things", a música não sai da cabeça. Conta com acordes de guitarra mais expostos, tomando um pouco os holofotes das batidas eletrônicas. 'I Don't Wanna Fall in Love' tem à favor uma batida acelerada que marca o ritmo de toda a faixa, e tem a melhor ponte para refrão, com guitarra baixando notas e uma contagem até sete que explodem com um refrão cheio de energia intercalada com a frase "I don't wanna fall in love". Se quiser discotecar o som deles, experimente essa faixa. 'Out of Control' tem uma atmosfera mais melancólica, e soa demais como Depeche Mode. 'Tear You Apart' já tem a velocidade do vocal mais acelerada. A letra tem trechos que intimam:


I want to hold you close
Skin pressed against me tight
Lie still, and close your eyes girl
So lovely, it feels so right


Mas tem trechos bem, digamos, agressivos:

I want to fucking tear you apart

Esse disco não faria feio se fosse lançado na década de 80. Contém todos os elementos típicos daquela época e os utiliza com louvor em todas as faixas, todas as notas de guitarra, o baixo insosso, coadjuvante na maior parte das músicas e claro, as batidas de sintetizador, que nos fazem pensar se eles são mesmo dos anos 2000.

p.s.: não custa nada avisar que tem show deles em Sampa, no dia 08/12/07 no Espaço das Américas, na Barra Funda.

Set List

1- Red Flags and Long Nights
2- These Things
3- I Don't Wanna Fall in Love
4- Out of Control
5- Monologue
6- Broken Promises for Broken Hearts
7- Sister
8- Disconnect
9- Us
10- Someone Must Get Hurt
11- Tear You Apart
12- She Loves Me, She Loves Me Not

Baixar o disco!

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6 Opinião(ões) de nosso(s) leitor(es):

apesar de achar essa banda bem fraquinha, os posts estão ótimos, e em geral, os cds também.
em especial os do buckley e do happy mondays.
bem bonito ,D

Eu sei que o post é sobre o SWR, mas não dá pra ficar quieto diante da onda de desinformação que desde "Turn on the Bright Lights" vem colocando Interpol e Joy Division na mesma frase... Sim, há alguma influência do JD no Interpol: talvez um pouco nos vocais do Banks e no baixista usando o instrumento na altura do joelho... E só! O que poucos perceberam é que o Interpol bebe na fonte de um outro grupo pós-punk de Manchester: THE CHAMELEONS! Nossa, o que o Interpol vem fazendo há três discos é copiar descaradamente os arranjos (sobretudo os riffs de guitarra) de "Script of the Bridge", clássico álbum de 1982 dos Chameleons!

A ligação do She Wants Revenge com Joy Division (e New Order também) é muito mais clara, daí porque não vejo razão para comparações com o Interpol. A influência do JD no SWR não é apenas no som... O nome foi inspirado no primeiro projeto do baixista Peter Hook fora do New Order, o (fraco) Revenge. E o disco de estréia do She Wants foi gravado num estúdio da própria banda chamado... Perfect Kiss!!!

A comparação com o Interpol é um atalho para o entendimento do som. Por mais que as influências do Joy Division sejam a grande base do som do She Wants Revenge, citar o Interpol não significa que lhes dei crédito na questão de influência e sim na comparação do som. O Interpol não tem história nem inovação suficientes pra ser citado como influência de ninguém.

Ótimas informações que você passou no comentário! Abraço!

fala felipe!! bem legal o som do SWR. Gostaria de pedir se possível que você descolasse o novo album dos caras!! valeu!!

1. É que "The Chameleons" é uma banda muito-muito conhecida, né.

2. "O Interpol não tem história nem inovação suficientes pra ser citado como influência de ninguém.". Não sei se concordo com essa frase.

3. Querer descolar Interpol de Joy Division não é, já, uma mania semi-automática dos que pretendem "defender" Interpol? Vi que não é o caso. Vou procurar ouvir "The Chameleons" antes de dizer mais bobagem.

é a melhor banda do mundo!!!